Finalmente. Luz no final do túnel. Ou, os ventos estão mudando para o lado dos trabalhadores portuários. Nesta sexta-feira (9), em reunião entre o ministro-chefe da Secretaria Especial de Portos (SEP), Pedro Brito, o chefe de gabinete da secretaria, Augusto Wagner Padilha Martins, e o presidente da Federação Nacional dos Portuários, Eduardo Lírio Guterra, parece que está sendo delineada a solução (positiva, é claro) para o fundo de pensão dos portuários, o Portus.

 

Portuários de todo o País foram a Brasília, em audiência que deu visibilidade sobre o risco de liquidação do fundo de pensão

 

O ministro Pedro Brito falou com todas as letras, como nos informou o presidente da FNP, em primeira mão, a este PortoGente, que o Portus não corre mais o risco de liquidação. Ou seja, de fechar as portas e colocar na rua da amargura milhares de famílias brasileiras. Brito, provavelmente, anunciará as medidas para salvar o Portus no dia 15 de maio para os trabalhadores portuários, que estarão reunidos neste dia, em Brasília, para tratar do mesmo assunto.

 

Mais do que palavras ao vento, como faz questão de ressaltar Eduardo Guterra, o ministro informou que salvar o Portus foi uma decisão de governo. Em reunião nesta quinta-feira (8), com os ministros do Planejamento, Paulo Bernardo, e da Previdência Social, Luiz Marinho, e dos Portos, Pedro Brito, o presidente Lula foi taxativo em dizer que o governo não deixará que aconteça nada de ruim ao fundo de pensão dos portuários. A ação governamental será para garantir o funcionamento do Portus.

 

Mais do que um problema técnico, como destacou o ministro, o Portus é um problema social. O presidente da Federação Nacional dos Portuários disse que serão empenhadas ações visando duas frentes: uma é a de salvar o Portus para que não entre em processo de extinção, como ameaçava a Secretaria de Previdência Complementar; e a outra frente é discutir uma reestruturação do fundo de pensão, “precisamos tratar também da reconstrução do Portus de modo a ter um presente e um futuro tranqüilos, para não sermos mais sobressaltados com essas tempestades”, observa o sindicalista, para quem o governo federal endossou a posição do ministro Pedro Brito que se colocou, desde o primeiro momento, favorável à continuidade do Portus.

 

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