O mundo portuário nacional agita-se ante a proposta (ou seria ainda promessa?) de dar novo rumo aos portos brasileiros. Que estes pudessem se servir de infraestrutura e logistica excepcionais para ganharem protoganismo no mercado mundial das cargas; mas, principalmente, que tivéssemos regulamentos e atitudes que beirassem a transparência extrema.

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Todavia, para se chegar a tal destino faz-se necessário entender os desafios que temos pela frente e a realidade em que pisamos, ou navegamos. E que todos tivessem como norte apenas uma "terra segura": a do desenvolvimento econômico do País que combinasse sustentabilidade e respeito à sociedade. E aqui não estamos falando em tornar o negócio portuária numa entidade filantrópica ou beneficente.

Esses desafios exigem que desde os entes públicos envolvidos no setor - de órgão regulador aos de fiscalização, o próprio Ministério da Infraestrutura, autoridades portuárias - e os atores sociais privados - empresariais e de classe - para que se sentem à mesa. Mesa esta com uma boa grandeza para que todos possam ser ouvidos e vistos em seus interesses, direitos e deveres. E que em nenhum momento o Brasil fosse esquecido ou se tornasse um náufrago.

Numa conformação de tudo isso e mais um pouco realmente podemos conquistar a condição de portos mais produtivos e desenvolvimentistas, com a descentralização de decisões, com a aproximação dos portos às cidades onde estão localizados e que não sejam necessários mais processos de investigação sob sigilo para apurar eventuais pagamentos superfaturados em serviços realizados nos portos.

 

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*O Dia a Dia é o editorial do Portogente publicado de segunda a sábado e expressa fielmente a posição coletiva dos responsáveis pela redação do website

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