Evento mundial de transporte, realizado em junho último, considera importantes mudanças na mobilidade das cidades, retirando a "supremacia" dos carros em detrimento de outros meios, como bicicleta, andar a pé e transporte público ou compartilhado.

Para o presidente da Divisão América Latina da União Internacional de Transportes Públicos (UITP), Jurandir Fernandes, que participou, recentemente, do Congresso Mundial de Transporte Público 2019, em Estocolmo (Suécia), "de 10 anos para cá, os cidadãos retomaram a mobilidade antiga, com uso de bicicletas, o andar a pé, isso tudo é revolução de comportamento. Estamos vivendo um momento muito bom para a mobilidade urbana, ela está no centro dos debates políticos, então temos que aproveitar e colocar à mesa a pauta da mobilidade como serviço”.

Cidade saudavel

Segundo ele, a novidade que está cada vez mais clara nos últimos anos é, na realidade, uma grande mudança de comportamento. O carro deixou de ser um objeto de desejo. As pessoas estão deixando de lado a vontade de possuir para poder compartilhar. "Assim, a mobilidade deixa de ser algo ligado à posse para tornar-se um serviço. É a chamada Mobility as a Service (MaaS), que significa, literalmente, mobilidade como um serviço."

Para ele, essa deve ser a grande bandeira das cidades. "Sabemos que uma cidade do futuro, saudável, eficiente e com qualidade de vida é aquela em que podemos viver sem carro." Ele prossegue: "Você não precisa ter um automóvel, e nem mesmo uma bicicleta. A economia do compartilhamento e a digitalização são as duas grandes ferramentas da mobilidade urbana atual."

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*O Dia a Dia é o editorial do Portogente publicado de segunda a sábado e expressa fielmente a posição coletiva dos responsáveis pela redação do website