O presidente da FerroFrente, o engenheiro José Manoel Ferreira Gonçalves, faz uma análise, como ele mesmo define, original sobre os trilhos brasileiros, "a de que o encolhimento do estado levou ao encolhimento da economia no Brasil". 

trilhos descarrilar

Por isso, aponta, a proposta é de que o governo busque financiamento e administre trechos ferroviários sem visar lucro, num primeiro momento, mas para criar as condições de desenvolvimento e o bem-estar da população. Ele diz: "Poderia, inclusive, operar com um pequeno prejuízo inicial, ganhando em dobro na arrecadação, na balança comercial, no desenvolvimento."

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Segundo o engenheiro, o mercado financeiro mundial está inflado de dinheiro, "e chegou a praticar taxas negativas para poder emprestar". Por isso, enfatiza que "o governo poderia captar, investir, e multiplicar". 

Por que não faz, então? Por interesses privados e pessoais. Gonçalves imagina "uma ferrovia ligando Porto Alegre (RS), Curitiba (PR), São Paulo (SP) e Rio de Janeiro (RJ), com trens a 120km/h, e não a 15km/h. "Daria um lucro descomunal e desafogaria fortemente as rodovias." E entusiasma-se: "Algo líquido e certo!"

E pergunta: "Por que não se faz isso?"

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