As informações nunca estiveram tão desencontradas como agora. Noticia-se um acordo. Os envolvidos festejam. A imprensa televisiva sai para dizer que a greve dos caminhoneiros acabou. Todavia, não é isso que se constata até à noite desta segunda-feira (28/05). Uns dizem que o movimento prossegue, e que reduzir apenas o preço do diesel não adianta nada. Antes de tudo, é preciso que se diga que não cabe aqui questionar a reivindicação dos profissionais e das transportadoras. Elas são legítimas, assim como a luta.

Greve 28MAI2018Caminhoneiros ainda ocupam trecho da Rodovia Presidente Dutra, em Seropédica,
Rio de Janeiro, até às 18h35 desta segunda (28). Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

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Enfim, estamos diante de uma das maiores e graves crises vividas pelo País nos últimos tempos. Enquanto isso, vê-se o desabastecimento não apenas do combustível, mas de diversos produtos nos mercados - de carne até gás de cozinha.

A paralisação dos caminhoneiros, iniciada no dia 21 último, mostrou claramente à sociedade brasileira que a movimentação de cargas em território tupiniquim se faz, em mais de 80%, por pneus. Escancaramos, além da incompetência governamental ao mundo, o nosso mais retumbante fracasso logístico.

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Os modais ferrovivários e hidroviários, por exemplo, tão usados em intermodalidades nos países desenvolvidos, aqui dormem, ainda, em "berço esplêndido". A pergunta que não quer calar: quem ganha com isso? O País é que não é.

 

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*O Dia a Dia é o editorial do Portogente publicado de segunda a sábado e expressa fielmente a posição coletiva dos responsáveis pela redação do website

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