O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) deu ordem de serviço neste mês para a realização de estudos e elaboração de projeto, a fim de solucionar o acúmulo de toras e galhadas, que tem danificado a estrutura de Instalações Públicas Portuárias de Pequeno Porte – IP4 – na Bacia Amazônica. Foi escolhida a Instalação de Cai N’Água, em Porto Velho/RO para o estudo, a primeira do Rio Madeira a sofrer com o problema.

As toras e galhadas vêm de um fenômeno natural conhecido como “terras caídas”, ou seja, a queda de barrancos e vegetação – que inclui árvores de grande porte – das margens dos rios. No período de águas baixas, o rio escava a base desses depósitos de lama e areia, que desabam. Com a subida da água os troncos caídos começam a flutuar, e são conduzidos pelo rio. Trata-se de uma massa expressiva, que ao se chocar com uma barreira despeja muita força.

As estruturas dos IP4 funcionam como obstáculos a essas galhadas, que além de causarem impacto ao se chocarem, continuam a acumular, o que acarreta rompimento de cabos, perda de poitas e danos que podem levar ao desprendimento de pontes, até a queda no rio.

Atualmente as galhadas são removidas por meio de amarrações, puxadas por pequenas embarcações que as conduzem ao canal de navegação do rio. Por determinação do IBAMA, não é permitido retirar esse material da água. O esforço, ainda que repetido em intervalos inferiores a 24 horas, não é suficiente para resolver o problema.

Além de Porto Velho, o estudo visa resolver o problema em outras localidades, onde também é grande a incidência de toras e galhadas. Para isso, serão investidos R$ 2,4 milhões até março de 2019.

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