Obras de construção e de recuperação de rodovias bancadas pelo Poder Público voltam ao centro das atenções das investigações de corrupção e lavagem de dinheiro nesta segunda-feira (30), ao ser deflagrada a Operação Buracos pela Polícia Federal. O esquema investigado envolve servidores do Deracre, do Dnit/RO, além de empresários. Os valores eram pagos por serviços não executados e materiais que nunca seriam entregues. O grupo também se utilizava de funcionários fantasmas. Três servidores do Dnit/RO foram afastados de seus cargos por suspeita de envolvimento com os crimes investigados.

Cerca de 150 servidores, dentre policiais federais, auditores da CGU, TCU e Receita estão dando cumprimento a 23 mandados de condução coercitiva e 26 de busca, nos municípios de Rio Branco/AC, Porto Velho/RO, Pimenta Bueno/RO, Ji-Paraná/RO, Cuiabá/MT e Araraquara/SP. Os recursos federais investigados eram destinados à construção, pavimentação, conservação e recuperação de rodovias federais, além da abertura, melhoramento ou recuperação de ramais. Estima-se que o prejuízo possa chegar ao montante de R$ 700 milhões. São investigados os crimes de peculato, corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

O nome da operação faz referência a uma assertiva de que “no estado do Acre, buracos dão lucros para poucos”.

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