Trabalhar confinado em um lugar sem janelas por alguns dias consecutivos não é tarefa para qualquer pessoa, mas para militares da Marinha do Brasil, chega ser até divertido e prazeroso. O capitão-de-Fragata Ahylton Garagna Junior, comandante do Submarino Tupi – S 30 declara que adora essa vida.

 

O submarino tem somente 61 metros de comprimento e uma tripulação de 42 militares, entre eles 34 praças e oito oficiais. O espaço interno do submarino é bastante limitado e, em alguns lugares, passa  apenas uma pessoa por vez. Mas, curiosamente, eles preferem cumprir com os seus deveres, no interior do submarino. “No ano passado, ficamos 100 dias a bordo, no total”, comenta e sorri o capitão que comanda o S. Tupi há um ano e três meses. Eles permaneceram confinados alternadamente durante o ano.

 

O submarino ficou atracado no Armazém 29, do Porto de Santos, entre os dias 08 e 11 de abril, mas não foi aberto à visitação pública, ao contrário do navio de Apoio Oceanográfico Ary Rongel, atracado também no mesmo local. “Não há espaço e as pessoas teriam dificuldades, principalmente, as mais idosas, para descer e entrar no submarino, podendo, inclusive, correr o risco de sofrer algum acidente”, explicou o comandante Ahylton.

 

Segundo o capitão, a Autoridade Marítima Brasileira está construindo um submarino, aumentando assim a sua frota. O submarino Tupi é o primeiro de sua classe e foi construído, na Alemanha, em 1985. Lançado ao mar, em 28 de abril de 1987, foi incorporado à Armada Brasileira em 06 de maio de 1989. Os outros submarinos da classe Tupi são o S-31 Tamoio, S-32 Timbira e o S-33 Tapajó.   

 

O navio pode navegar a velocidades superiores a 20 nós e operar em profundidades de mais de 200 metros. Conta com oito tubos lançadores de torpedos com capacidade de lançamento de longe alcance e sensores.

 

O submarino dispõe, além dos setores onde trabalham os tripulantes, de dormitórios, banheiros, cozinha, refeitório, camarotes dos oficiais, despensa de alimentos e frigorífico. É praticamente uma casa submergível, muito pequena onde mais de 40 pessoas circulam e devem conviver em harmonia.

O acesso ao convés é por uma escotilha, através de uma estreita escada. Na entrada do convés, já se pode observar o compartimento de torpedos onde se localizam as culatras dos tubos lançadores de armas. No setor de comando, ao centro, ficam os periscópios, os sonares, o radar e os equipamentos de comunicações, entre outros.

Há os compartimentos de manobra e de máquinas. Nesse último ficam o motor elétrico principal (que impulsiona o eixo e a hélice) e os motores a diesel-geradores (que carregam as baterias e diversos equipamentos auxiliares como bombas, ar-condicionado, ventiladores etc).    

 

Fotos do S.Tupi S-30:

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Submarino Tupi, no cais santista


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

             S Tupi, de outro ângulo

 


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


          Escotilha de acesso ao convés

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

                        Compartimento de torpedos

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


Comandante Ahylton mostra como é estreito
o corredor de acesso às dependências no submarino


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


 

 

 

 

          A “Praça D’Armas” é o refeitório dos oficiais

 

 
















                        Tripulantes na cozinha 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


             Oficial Emílio conduzindo o submarino



























Área de comando onde trabalham os tripulantes
 



























          Oficial utilizando o periscópio






















Compartimento de manobra onde estão os equipamentos de
controle da propulsão e da profundidade do rumo do submarino 

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