Leilão do Aeroporto do Galeão avança
Ministério de Portos e Aeroportos apresenta edital a investidores e confirma leilão para 30 de março
Foto: Divulgação / MPor
• Leilão marcado para 30 de março, na B3
• Valor mínimo: R$ 932 milhões
• Contribuição variável de 20% do faturamento bruto
• Concessão válida até 2039
O Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) deu início ao processo de leilão do Aeroporto Internacional do Galeão, no Rio de Janeiro, com a realização da primeira reunião do roadshow nesta terça-feira (3). O encontro marcou a apresentação dos detalhes do edital de concessão a potenciais investidores interessados no terceiro maior aeroporto do país.
Em 2024, o Galeão movimentou 17,5 milhões de passageiros, sendo 5,6 milhões em voos internacionais, consolidando-se como um dos principais hubs aéreos do Brasil.
Roadshow com investidores
O roadshow é conduzido pelo MPor em parceria com a Secretaria Especial do Programa de Parcerias de Investimentos (Seppi), da Casa Civil da Presidência da República, e com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). As reuniões tiveram início em formato on-line e seguem pelos próximos dois dias de forma presencial, na sede da Anac, em São Paulo.
A iniciativa consiste em encontros individuais com investidores nacionais e internacionais, com o objetivo de detalhar o modelo de concessão, esclarecer dúvidas técnicas e apresentar as perspectivas de retomada e expansão do terminal.
Modelo do leilão
O Leilão de Venda Assistida do Galeão está previsto para ocorrer no dia 30 de março, na sede da B3, em São Paulo. O modelo adotado tem como base o acordo firmado no Tribunal de Contas da União (TCU) entre o MPor, a Anac e a concessionária RIOgaleão.
O valor mínimo do certame é de R$ 932 milhões, a ser pago à vista. Além disso, a empresa vencedora assumirá o compromisso de pagar à União uma contribuição variável anual correspondente a 20% do faturamento bruto da concessão até 2039.
A disputa será aberta ao mercado. No entanto, conforme previsto no acordo homologado pelo TCU, os acionistas privados da concessionária RIOgaleão — Changi, de Cingapura, e Vinci, da França, detentores de 51% da operação — deverão apresentar ao menos uma proposta no valor mínimo para participar do certame.
Como parte do acordo, a Infraero, que atualmente possui 49% de participação na concessão, deixará a administração do aeroporto após a conclusão do processo de venda.









