A veloz multiplicação de residentes em território espanhol com casos confirmados pela contaminação do novo coronavírus - COVID-19 - está colocando em risco a saúde de pessoas que integram o grupo de risco designado pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Um médico intensivista ocupado no hospital Getafe, em Madrid, descreve o atendimento dos infectados como uma cena de guerra. As unidades de terapia intensiva (UTI) são hoje espaços transbordantes, cheios de pacientes extremamente graves, sedados e intubados.

Ao final de sábado, dia 21 de março, a Espanha registrou mais de 25 mil casos confirmados de habitantes com o novo coronavírus e 1.381 mortos pela pandemia, com percentual de óbitos abaixo somente da tragédia registrada na Itália.

Entre os doentes internados, há um enxame de homens e mulheres que somam milhares de infectados pela nova patologia. Os pacientes atingidos pela COVID-19 demoram para se recuperar e ficam em média duas ou três semanas internados. É assim que as dezenas de gerentes e profissionais de saúde do sistema espanhol trabalham para reduzir os danos.

María Antonia Estecha, 57 anos, chefe do serviço de UTI do Hospital Virgen de la Victoria em Málaga, está sobrecarregada há duas semanas, trabalhando horas extras, tratando pacientes críticos, evitando ser infectada e ciente de que o pior ainda está por vir.

Uma UTI é sempre um cenário dramático. E agora mais: "Todo mundo tem a mesma patologia: pneumonia grave que requer uma intubação de emergência e conexão com um respirador", diz Gabriel Hera, intensivista de um hospital de Madrid. "Isso requer muito tempo e recursos humanos e técnicos. Além disso, verificou-se que os pacientes respondem muito bem à oxigenação invertida. Para colocar um paciente intubado e sedado dessa maneira, são necessárias quatro ou cinco pessoas. São indicadas 16 horas. Nós o viramos de cabeça para baixo às três e os viramos às sete da manhã".

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