Murilo Celso de Campos Pinheiro, presidente da Federação Nacional dos Engenheiros (FNE) e do Sindicato dos Engenheiros no Estado de São Paulo (Seesp)

O Núcleo Jovem Engenheiro do Sindicato dos Engenheiros no Estado de São Paulo (Seesp), lançado no ano passado e desde então em plena atividade, está levando a cabo um projeto importantíssimo: o estudo para evitar as inundações que todos os anos na época das chuvas atingem o bairro do Itaim Paulista, na zona leste da Capital. O fenômeno é verdadeiro martírio à população local que enfrenta risco de morte, doenças e graves prejuízos. Os jovens estudantes integrantes do núcleo vêm se reunindo semanalmente para debater o tema, já fizeram uma visita técnica ao bairro para entender melhor o problema e realizaram uma mesa-redonda com especialistas altamente qualificados para amparar seu trabalho na experiência e conhecimento disponíveis. Em agosto, deve estar pronto o fruto desse esforço que será oferecido ao debate com a sociedade e também aos candidatos a vereador e prefeito.

A iniciativa coaduna-se totalmente com o projeto “Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento”, da Federação Nacional dos Engenheiros (FNE), que foca atualmente a questão da qualidade de vida nas cidades e o desenvolvimento local. A nova publicação, disponível a partir deste mês de julho, aponta desafios dos municípios brasileiros e propõe encaminhamento de soluções.

O mesmo espírito, de colocar a engenharia a serviço do bem-estar das pessoas, anima um projeto valoroso em andamento no Acre, por iniciativa da FNE e do Sindicato dos Engenheiros daquele estado, tendo ainda a participação do Instituto Superior de Inovação e Tecnologia (Isitec).

Uma equipe de profissionais das mais diversas áreas pertinentes ao problema estuda propostas para a regularização da vazão do Rio Acre, cuja variação provoca graves problemas aos habitantes de diversos municípios, inclusive da capital Rio Branco, afetados ora por inundações, ora por cortes no abastecimento de água. Para se ter uma ideia, em 2015 foi decretado estado de emergência em oito localidades simultanea­mente. E ainda estão sendo recuperados os danos causados.

Como parte da iniciativa, em março último, um grupo de 26 pessoas saiu em expedição ao rio para o trabalho de levantamento de dados e observação que servirá de base à elaboração de soluções técnicas de engenharia ou políticas públicas a serem propostas ao governo do Estado.

Como temos defendido nos debates no âmbito do SEESP, da FNE e do “Cresce Brasil”, é disso que se trata a engenharia. É a profissão do desenvolvimento por excelência, mas sobretudo da busca de boas condições de vida para as pessoas. Até porque esse é o sentido de se buscar o crescimento econômico: aplicar a riqueza de maneira racional a fim de beneficiar o maior número de pessoas.

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