guliver ok 1* Presidente da Federação Nacional das Empresas de Rádio e Televisão

O tema das fake news foi assunto de artigo, desenvolvido com base em uma pesquisa que relacionava metade dos brasileiros com a incapacidade de identificar uma notícia falsa. Nos últimos dias, esse fator tomou outro patamar com um a evolução do Coronavírus (Covid-19) no mundo todo.

Subestimado inicialmente, o vírus atingiu a maioria dos países e acabou sendo declarado como pandemia pela Organização Mundial da Saúde (OMS), resultando em efeitos como suspensão de eventos públicos, quarentena e cuidados extras, já que o nível de infectados e de mortalidade assusta. E é justamente nesse momento de incerteza e de apreensão que devemos nos preocupar ainda mais com a veracidade das informações propagadas, uma vez que pode ser essencial para prevenir e conscientizar sobre a doença.

Se por um lado sabemos da importância de notícias corretas, por outro vemos a transmissão de fake news, que podem ser decisivas nesta situação. Logo que surgiram os primeiros relatos do Covid-19, aqui no Brasil passou a circular divulgação caluniosa sobre o álcool gel, elemento que pode contribuir para a prevenção do vírus. É extremamente perigoso e desonesto compartilhar conteúdos que levam à desinformação e que podem colocar em risco a saúde da população.

A Itália, um dos países mais afetados pelo Coronavírus, e que ainda segue com consequências graves da epidemia, percorreu um caminho de tentar informar com veracidade em meio a notícias falsas, como o desenvolvimento de uma vacina que curaria o vírus. Um equívoco sem tamanho e que acarreta em problemas enormes.

As empresas de rádio e tv têm papel fundamental em circunstâncias como essa. Tenho visto e elogiado campanhas de divulgação bem feitas e que provavelmente serão um contato relevante para o público, em um contexto em que informação precisa não é demais. Precisamos unir esforços para combater as fake news, mas dessa vez em prol de algo muito maior, que talvez ainda não tenhamos a dimensão. Vamos juntos contribuir para a disseminação de informação verdadeira, de qualidade e acessível. É o momento de nos preocuparmos com a saúde mundial e nós, comunicadores, temos papel fundamental.

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*Todo o conteúdo contido neste artigo é de responsabilidade de seu autor, não passa por filtros e não reflete necessariamente a posição editorial do Portogente.