Cyro Buonavoglia*

Todos nós, que trabalhamos com produtos ou serviços atualmente, somos privilegiados por fazermos parte da quarta Revolução Industrial ou Indústria 4.0. Estamos assistindo à mudança, não só tecnológica, mas conceitual e que, certamente, abrirá precedentes para muitas outras que ainda virão, em maior velocidade.

Considero um privilégio participar desse momento, pois estamos vivenciando novas forma de trabalhar, produzir, vender, servir e se relacionar com colaboradores e clientes.

Temos aprendido muito com a Indústria 4.0, conceito que destaca tecnologias para automação, troca de dados, Internet das Coisas, computação em nuvem, entre várias outras ferramentas, que mudarão (e já mudam) a forma como processos e negócios acontecem.

Essas tecnologias disruptivas, que quebram paradigmas, rompem padrões e inovam nosso dia a dia, são incríveis, principalmente para empresários, como eu, que viveram décadas na indústria tradicional. Por isso, digo que é um privilégio ver esse novo momento mundial e aprender sobre como podemos fazer mais e melhor.

Inclusive, na busca constante pelo que há de melhor para nossos clientes, já trabalhávamos nesse conceito e implantamos Big Data, inteligência artificial, sistema integrado com motoristas, entre outras ferramentas antes mesmo de serem mandatórios no mercado.

Isso porque, na área de gerenciamento de riscos, temos que estar quilômetros à frente, sempre pensando em como obter resultados cada vez melhores e aumentar a segurança em níveis altíssimos para nossos clientes. As tomadas de decisões também precisam ser ágeis e baseadas em dados, o que torna o serviço ainda mais inteligente e eficiente.

Dentro do conceito 4.0 usado na gestão de transporte e logística, conseguirmos reunir, de forma mais ágil, vários braços (gerenciamento de riscos, transportes, embarcadores e motoristas), como nunca vimos antes.

Próximo nível

Para elevar o nível do negócio, temos à disposição, por exemplo, a tecnologia LoRa®. Trata-se de uma radiofrequência presente em muitos países europeus e que possibilita comunicação a longas distância, com consumo mínimo de energia, custo acessível e grande imunidade a jammers (dispositivos que prejudicam a eficiência de rastreadores), entre outras vantagens. Dessa forma, as operações de transporte e logística também ganham status de Transporte 4.0 e, em pouco tempo, tudo será digital (ou pelo menos a maior parte dos processos).

Entretanto, para ingressar na era 4.0, as empresas precisam ser audaciosas tanto na parte tecnológica como na humana, pois para interpretar dados, gerar relatórios e controlar processos, nada mais eficiente do que pessoas. Claro que a tecnologia é primordial e estaremos cada vez mais ultraconectados, por meio de sistemas de gestão cada vez mais inteligentes e outras ferramentas inovadoras.

Porém, achar que para aderir à Indústria 4.0 basta apenas implementar equipamentos e tecnologias de última geração, sem envolver equipes coesas e engajadas, certamente não dará certo.

Com base em minha experiência de vida e em tudo o que tenho observado nesses últimos anos no setor de transporte, toda mudança acontece a partir da vontade e necessidade do dia a dia do ser humano.

Por isso, creio que inteligência humana ainda é o principal componente do mundo 4.0 e de todas as inovações que surgirem nas próximas décadas. Unindo homem à máquina, de forma inteligente, ainda vivenciaremos muitas revoluções e inovações nas próximas décadas.

Cyro Buonavoglia
* Presidente do Grupo Buonny

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*Todo o conteúdo contido neste artigo é de responsabilidade de seu autor, não passa por filtros e não reflete necessariamente a posição editorial do Portogente.