Leonel Nogueira*

Segundo levantamento da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), a estimativa anual de redução de custos industriais no Brasil, a partir da migração da indústria para o conceito 4.0, será de, no mínimo, R$ 73 bilhões/ano.

Essa economia envolve ganhos de eficiência, redução nos custos de manutenção de máquinas e consumo de energia. Para não ficar para trás, o país precisa formar profissionais qualificados, para planejar, executar e gerenciar as inovações tecnológicas que a indústria 4.0 demanda.

Além do conhecimento técnico, é necessário estimular a criatividade, a proatividade e o gosto pela inovação. Por meio da tecnologia é possível fazer a fusão dos mundos físico, digital e biológico, com a Manufatura Aditiva (Impressão 3D), a IA, IoT, a Biologia Sintética e os Sistemas Cyber Físicos (CPS) – que são a fusão entre o mundo físico e o digital: no qual elementos de computação conectam-se à toda a inteligência distribuída no ambiente físico e virtual para obter um conhecimento profundo sobre meio e o usuário, para personalizar e controlar com precisão o ambiente de interação dos usuários.

Transformar a indústria hoje significa que a despeito dos desafios trazidos pela 4a revolução industrial, as empresas têm espaço para fazer um uso mais eficiente dos seus recursos (humanos, financeiros e tecnológicos) para que seus produtos e serviços sejam mais competitivos no país e no mundo.

Isso se traduz na implementação de formas mais eficientes de gestão com metodologias ágeis e enxutas, além de orientar processos e decisões a partir da análise em tempo real dos dados de produção.

Além destas tecnologias, outros dispositivos terão um papel importante na indústria 4.0. Como a tecnologia RFID, que vem ganhando espaço com os sistemas de rastreabilidade industrial, e os módulos IO-Link – um poderoso padrão criado pela indústria da automação, que funciona através de um protocolo de comunicação serial ponto a ponto que vem sendo, cada vez mais, utilizado para promover a comunicação entre sensores e/ou atuadores no chão de fábrica.

Esses módulos possuem endereço IP próprio, com conexões diretas de alto e baixo nível. Portanto, descentralizam e organizam a rede de sensores e demais componentes. Com fábricas cada vez mais automatizadas e máquinas inteligentes, a preocupação passa a ser uma maior robustez nos sistemas de informação, segurança e comunicação, fazendo da tecnologia a sua grande aliada.

Leonel Nogueira
 * É CEO da Global TI

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