Matéria do jornal Folha de S.Paulo, deste domingo (22/3), anunciando a espera de mais um ano para começar as obras de transporte do programa de concessões, com investimento de R$ 150 bilhões, mostra que o governo Dilma-2 encontra dificuldade de produzir um antídoto eficaz para a crise econômica que assola o Brasil. No setor portuário, uma série de erros, a exemplo do favorecimento imoral dos projetos das concessões portuárias à Estruturadora Brasileira de Projetos (EBP) e a exorbitância ineficiente no papel da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), demonstra que políticas  microeconômicas importantes do setor colaboram para resultados econômicos negativos. No entanto, economia não aceita desaforos.

Leia também
Por dentro da portaria da EBP de Leônidas Cristino
Projetos de dragagem ineficientes

O novo cenário consequente da crise econômica mundial recomenda produtividade baseada em agilidade e confiança. Na visão da economia, a eficácia das propostas macroeconômicas do ministro Joaquim Levy depende de políticas microeconômicas que promovam crescimento. Sob a ótica bilateral da cadeia produtiva mundial, um importante fator econômico como o comércio global influencia o negócio portuário e há influência dos portos no comércio internacional.

Portanto, o aprimoramento da adulta Lei 8.630/93, em vez da sua demolição e construção do marco regulatório aprovado em 2013 (12.815), criado à luz de uma linha à la carte, teria sido um caminho de menos arestas e de poucas resistências para alcançar os objetivos que se pretende. Lei boa é lei velha.

Talvez, assim, seria possível que a legislação portuária, sob gestão do novato ministro da Secretaria de Portos (SEP), Edinho Araújo, patinasse menos para promover o crescimento do setor. E, por isso, empresas entusiasmadas até então em investir nos portos começam a mudar as suas estratégias financeiras.

Crescimento econômico efetivo precisa ser transportado principalmente por portos com elevada produtividade. Uma cadeia de suprimento e logística eficientes estimulam o consumo de produtos por meio dos baixos preços de mercado. Mas a deficiência da dragagem dos portos prejudica o transporte em escala e a competitividade do produto brasileiro. Assim, fica difícil ser otimista em relação ao crescimento econômico.

Sem políticas que dominem a problemática econômica e proponham metas motivadoras, o governo Dilma é vítima de um cerco pela sociedade exigente de um discurso que defina um rumo de esperança para a combalida economia, no prazo de vinte dias. Quanto mais uma economia cresce, mais aumenta a troca de mercadorias. Investimentos em portos e infraestrutura de terminais são altos e geram crescimento. É o que o Brasil mais quer.

Pin It
0
0
0
s2sdefault
powered by social2s

*O Dia a Dia é o editorial do Portogente publicado de segunda a sábado e expressa fielmente a posição coletiva dos responsáveis pela redação do website

O que você achou? Comente