E não é para o Porto de Santos (SP). Nem para o Porto de Suape (PE). É para o Porto do Recife, que há 10 anos não recebe recursos para obras de aprimoramento e viabilização.

 

Nesta segunda-feira (29), orgulhosamente, a Secretaria Especial de Portos (SEP) lança o primeiro edital do Programa Nacional de Dragagem (PND). O investimento no porto pernambucano ultrapassa os 29 milhões de reais. A expectativa é que a execução da obra leve quatro meses, passando o canal dos atuais nove metros para 11 metros de profundidade.

 

Alexandre Catão, o presidente do porto, como não poderia deixar de ser, deve estar com um sorriso de orelha a orelha. É um presentão ao porto que completou, neste mês, 90 anos de vida.

No final de 2007, quando se anunciou o projeto das dragagens nos portos nacionais, a do Porto do Recife gerou uma boa polêmica. Na época, o engenheiro civil Glauco Melibeu, ex-Sudene (Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste), em declarações para a imprensa local, disse: “Tanto o Rio Capibaribe como o Rio Beberibe desembocam no Porto do Recife e isso faz com que o assoreamento seja uma constante”. O que obrigaria uma dragagem constante para evitar o assoreamento da área de atracação.

O assoreamento do Porto do Recife obriga os navios a entrarem no cais com menos carga. As empresas que operam no porto são obrigadas a descarregar parte da carga em outro porto para depois conseguir atracar no Porto do Recife.

Tudo muito bom, tudo muito bem, mas não se está jogando dinheiro em um saco sem fundo, considerando-se o constante assoreamento no Porto do Recife? Ou seja, não fica alta, desse jeito, a relação custo/benefício?

Por fim, cabe outra pergunta: esse dinheiro não deveria ser aplicado em Suape?
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*O Dia a Dia é o editorial do Portogente publicado de segunda a sábado e expressa fielmente a posição coletiva dos responsáveis pela redação do website