Setor industrial precisa enfrentar o desafio de garantir a qualificação da mão de obra no País. Portanto, nunca é demais dizer que investimentos na área da Educação devem ser prioridades de qualquer governo.

O Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) fez um diagnóstico sobre a situação da mão de obra do País, apontando que o desafio nacional é capacitar mais de 10 milhões de trabalhadores industriais até 2023, segundo o Mapa do Trabalho Industrial 2019-2023.

Futuro trabalhoO Mapa prevê que o Brasil terá de qualificar 10,5 milhões de trabalhadores
em ocupações industriais até 2023. Foto: Freepik.

Quanto às necessidades de qualificação, o Mapa aponta que os profissionais com formação técnica terão mais oportunidades na área de logística e transporte, a qual exigirá a capacitação de 495.161 trabalhadores nesse período, assim como na metalmecânica, que vai precisar qualificar 217.703 pessoas. De acordo com especialistas responsáveis pela elaboração do estudo, a área de logística destaca-se, entre outros fatores, pela necessidade de aumentar a produtividade por meio da melhoria dos processos logísticos.

De acordo com especialistas do Senai, a recuperação econômica esperada para os próximos anos, embora lenta, ainda vai requerer que os setores produtivos invistam em bens de capital, o que impulsionará a demanda por formação na área de metalmecânica.

Como salienta o professor Alberto Borges Matias, da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade de Ribeirão Preto (FEA-RP) da Universidade de São Paulo (USP), "só com a capacitação o setor industrial vai ter condições de retomar a pleno vapor suas atividades pós-crise. Enquanto a automação tecnológica ocupa cada vez mais o protagonismo nas linhas de produção, o trabalhador precisa se reciclar e capacitar para lidar com as novas demandas”.

Segundo Matias, a crise inibiu investimentos do setor industrial tanto em automação quanto em capacitação profissional. O professor concorda que a capacitação de trabalhadores industriais atende a uma demanda atual e que é preciso cobrar qualidade na educação básica para melhor formação das futuras gerações.

* Com informações da CNI e da USP

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