A entrevista do ministro da Infraestrutura Tarcísio Gomes de Freitas à deputada federal paulista Rosana Valle (PSB/SP) desanuvia tantas especulações sobre o comando do Porto de Santos, o mais importante do Hemisfério Sul. O recado é que “este porto para nós é uma prioridade e será dada uma atenção especial a ele, a partir de agora”. Ao mesmo tempo, confirma Casemiro Tércio para presidente, que vai assumir dentro de no máximo duas semanas.

santos terminais

 

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* Entrevista do ministro à deputada santista

Nos seus 127 anos completados neste dia 2 de fevereiro, o Porto de Santos atravessou a pior fase da sua história sob o comando da última diretoria, que foi desmantelada com a prisão de alguns diretores e o superintende jurídico pela Polícia Federal. Tomado pela corrupção e com cargos de chefia ocupados por indicações políticas sem critérios técnicos nem de qualidade, há muito inexiste o papel da Autoridade Portuária de Santos. Neste vácuo, o ex-presidente do Conselho de Administração (Consad), sem perfil para ocupar cargos técnicos, hoje faz a vez de três diretores. Ele próprio precisa responder por quê à frente do Conselho autorizou o pagamento de um forte e rumoroso indício de superfaturamento na dragagem, sem abrir inquérito para apurar os fatos.

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Conforme Portogente revelou, Casemiro Tércio já vem realizando reuniões de trabalho, com consentimento do ministro, porém sem ainda ter sido empossado. Uma situação imprópria. Entretanto, é preciso, sem mais perda de tempo, planejar uma estratégia para um porto da dimensão do de Santos e que está totalmente sem rumo. Impossível falar em colocar a economia do País nos trilhos sem portos organizados de fato e produtivos. No caso santista, começa por concluir a avenida portuária de aproximadamente 10Km, para segregar os tráfegos de veículos urbanos e portuários, e que há mais de 30 anos vem sendo construída com baixa qualidade e ainda se encontra inconclusa. Acessibilidade ao porto é indicador de produtividade.

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Nas recentes declarações do ministro sobre o Porto de Santos, há duas questões postas, porém incertas: que as conversas que já acontecem só ocorrerão quando Tércio assumir e não haverá indicações políticas. Outra, que a privatização do porto só se realiza após a concessão do Porto de Vitória (ES). É público que o deputado federal Junior Bozzella (PSL-SP), junto com o senador Major Olímpio (PSL-SP) articulam, com outras lideranças políticas regionais, a descentralização e não privatização da gestão do Porto de Santos. Todavia, há mais de 20 anos que o tema regionalização do complexo portuário santista faz parte das rodas de conversas do setor e teve seu momento mais próximo do pleito no segundo mandato do presidente Fernando Henrique Cardoso (1999-2003).

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A atual conjuntura do Porto de Santos é de terra arrasada. Alinhar a gestão do mais importante porto do Hemisfério Sul é uma tarefa que exige competência profissional, bem como apurado talento gestor. É preciso promover uma participação produtiva da sua comunidade portuária, tendo como meta o contexto internacional do negócio portuário marítimo. Isso se traduz por decisões estratégicas e operacionais. Ansiosa para sair do caos, nessa comunidade predomina um clima de otimismo.

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