Mensagens trocadas entre Gonçalo Torrealba, controlador do Grupo Libra, e o coronel Lima, protagonista da atual fase da Lava Jato, põem a Polícia Federal (PF) no intrincado caso portuário. E levanta suspeita sobre os reais objetivos de uma negociação arbitrada que acontece nas dependências da Câmara de Comércio Brasil-Canadá.

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Peça importante desse xadrez, Alencar Severino Costa, ex-diretor da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), precisa ser ouvido nesse processo. Ele tem muito a dizer. A começar por esclarecer o motivo de extinguir as ações judiciais relativas à questão da dívida da Libra, já ganhas na Justiça Federal. Seu depoimento pode ser chave na apuração da rede operacional deste caso.

Enquanto a negociação arbitrada promove vantagem estratégica à Libra, seus reflexos também determinam aumento do custo do Porto de Santos, que contratou milionária banca advocatícia para representá-lo nesse litígio. Sob a ótica da solução, a dívida prejudica a Codesp de honrar seus compromissos como patrocinadora solidária do Portus, e aumentar a crise do fundo de pensão dos portuários.

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Figura conhecida no Porto de Santos, o coronel Lima foi procurado pelo controlador da Libra, Gonçalo Torrealba. O teor dos diálogos não se sabe. O que eles conversaram em lacônicas mensagens por celular está aí a equipe do competente diretor da PF, Rogério Gollaro, para nos revelar.

A situação desse contrato de arrendamento de área no maior porto do País escreve uma história jurídica com uma sequência de fatos cada vez mais complicadores. A anulação da negociação arbitrada vai acrescentar mais um gato no saco de imbróglio. Com a participação da PF, a tentava de calote na dívida pelo Grupo Libra no Porto de Santos anuncia um caso policial agitado.

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*O Dia a Dia é o editorial do Portogente publicado de segunda a sábado e expressa fielmente a posição coletiva dos responsáveis pela redação do website