Um estudo inédito, divulgado nesta semana pelo Projeto Indústria 2027, iniciativa da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e do Instituto Euvaldo Lodi (IEL), revela que sete tecnologias já desestabilizam sistemas produtivos estratégicos da indústria brasileira.

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Inteligência artificial, Internet das Coisas (IoT), produção inteligente e conectada, materiais avançados, nanotecnologia, biotecnologia e armazenamento de energia vêm provocando mudanças significativas em modelos de negócio, padrões de concorrência e em estruturas de mercado para os setores de agroindústria, química, petróleo e gás, bens de capital, automotivo, aeroespacial e defesa, tecnologia da informação e comunicação, bens de consumo e farmacêutico.

Com execução técnica dos institutos de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), cerca de 40 pesquisadores brasileiros e estrangeiros analisaram e identificaram oito tecnologias mais relevantes para a indústria nacional e mundial e o potencial de impacto para dez setores produtivos brasileiros. A próxima fase do levantamento detalhará os impactos para cada setor e os dados serão divulgados até o início de 2018.

O estudo será determinante para a formulação de políticas públicas e estratégias a indústria brasileira e traz três classificações de impacto das tecnologias sobre os setores analisados:

Moderado: para inovações que aumentam a competitividade das empresas por meio de crescente eficiência.
Disruptivo: para mudanças significativas em modelos de negócio, padrões de concorrência, e/ou estruturas de mercado do sistema já estão em curso.
Potencialmente disruptivo até 2027: quando o impacto é moderado hoje e a evolução até o final do período pode implicar em disrupção.

A inovação disruptiva em curso na maior quantidade de setores (química, petróleo e gás, aeroespacial e bens de consumo) são os materiais avançados - novos insumos que permitem o desenvolvimento de produtos inéditos, como itens de vestuário com propriedades de alto desempenho; medicamentos com liberação controlada, materiais para impressão 3D e abertura de novos mercados, como biorrefinaria.

A biotecnologia vem em segundo lugar com impactos atuais em três setores: químico, farmacêutico e agro. Na agroindústria, por exemplo, a tecnologia tem sido usada para aumentar a resistência das plantações às pragas e aumentar a produtividade de rebanhos leiteiros. A promessa é que a tecnologia poderá levar à customização da produção agrícola. Já para a indústria farmacêutica, marcadores genônicos as engenharias genéticas são as apostas para diagnóstico prévio e tratamento personalizado de doenças.

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