A direção do Porto de Santos trabalha para implantar no litoral paulista o maior corredor de movimentação de celulose em todo o mundo, disse o presidente Casemiro Tércio Carvalho durante manifestação no primeiro dia do Congresso de Regulação Portuária, organizado pela OAB Santos neste dia 21 de novembro. Ocupando o principal cargo do porto santista, ele disse aos presentes ser possível viabilizar uma estrutura que movimente 12 milhões de toneladas da carga por ano.

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O objetivo de ampliar as operações de celulose é um dos diferenciais da nova gestão, à frente do Porto de Santos desde fevereiro. Prova disso são o arrendamento do STS 14A, via Programa de Parcerias de Investimento (PPI), para movimentação desta carga, o interesse declarado da fabricante Eldorado Brasil em transferir operações para o litoral paulista, a inclusão da celulose no rol de cargas a serem atendidas pela área provisoriamente concedida à Santos Brasil no Saboó e o projeto da gigante DP World para receber as cargas dos grandes produtores nacionais.

Casemiro Tércio rebateu críticas e ressaltou que o índice de empregabilidade nas operações de celulose é, segundo sua equipe, cerca de 20% maior do que na movimentação de contêineres. Ele ainda reforçou que, há muitos anos, aponta a tendência de que terminais portuários serão administrados por donos de navios ou da carga. "No mundo inteiro os armadores estão comprando os terminais", argumentou, citando a Copersucar operando estrutura em Santos e tradings à frente de terminais graneleiros. Parte dos embarques envolvendo celulose atraídas para Santos está sendo disputada junto ao comercial do Porto de Paranaguá, no litoral paranaense.

Áudio

Lucas Rênio, presidente da Comissão de Direito Portuário da OAB/Santos, enviou um recado ao público do Portogente e reforçou a importância de eventos para compartilhar informações vitais e colaborar para a eficiência do setor portuário.

 

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