Criada em 1600, com a união de comerciantes londrinos e a sucessora da Companhia de Veneza, da Companhia de Moscóvia e da Levant Company, foi uma companhia real com o nome de Company of Merchants of London Trading to the East Indies, a quem a rainha Elizabeth I concedeu o monopólio do comércio com as “Índias Orientais” por um período de 15 anos. Tratava-se de uma chartered company, baseada numa carta real de outorga de direitos, privilégios e obrigações. A Companhia Britânica das Índias Orientais tinha o monopólio da venda do chá nas colônias. Sem concorrência, ela colocava seu produto mais caro do que o chá contrabandeando da Holanda e vendido pelos comerciantes locais. Para combater a taxa sobre o chá e conseguir mais liberdade de comércio, alguns colonos iniciaram uma campanha, pedindo ao povo que consumisse o chá holandês, mais caro mas sem impostos. Para a exploração das terras do Novo Mundo, descobertas pelo portugueses e espanhóis, a Companhia das Índias Britânica tinha vários entrepostos nas Ilhas Virgens nas Caraíbas e na América do Sul, a Guiana Inglesa, os atuais territórios da Guiana e o Suriname. Na América do Norte, dominava os Estados Unidos, ainda sem os estados do Texas, Novo México, Porto Rico, Califórnia, além de toda a Costa do Pacífico. Controlava, ainda, as colônias do Sul do Canadá. Esse domínio permitiu à Companhia Inglesa fazer um lucrativo comércio triangular entre a África, Caribe e a América do Norte, transportando escravos, açúcar, rum e produtos manufaturados, navegando sempre com os navios carregados. Com objetivos militares e administrativos idênticos aos da holandesa, foi reorganizada em 1713, atingindo o seu poderio máximo na expulsão dos franceses da Índia em 1763. Declinou e foi dissolvida no século seguinte (em 1857) por oposição da burguesia industrial nascente e das revoltas na Índia.


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