Eike Fuhrken Batista da Silva nasceu na cidade mineira de Governador Valadares, no dia 3 de novembro de 1956. Engenheiro metalúrgico e empresário, possui divisões atuantes em várias áreas, com destaque para os setores de mineração e de petróleo. Detém um patrimônio avaliado em 30 bilhões de dólares e foi listado em 2011 pela Revista Forbes como a 8ª pessoa mais rica do mundo, sendo o primeiro colocado dentre todos os sul-americanos. No final do ano de 2010 a mesma publicação o posicionaria ainda como a 58ª pessoa mais poderosa do mundo, atrás apenas, em âmbito nacional, da presidenta Dilma Rouseff. É filho do empresário Eliezer Batista, que foi ministro das Minas e Energia no Governo João Goulart e presidente da Companhia Vale do Rio Doce em grande parte do período militar. Sua mãe é alemã, fato este que levou Eike a residir por 11 anos no país europeu, dos 12 aos 23 anos. Lá, ele estudou por 3 anos o curso de Engenharia na Universidade de Aachen, mas acabou por desistindo por o considerar muito monótono. Porém, ainda na universidade, Eike começou sua carreira de extremo sucesso como empreendedor, vendendo seguros de porta em porta na cidade de Aachen. Depois, mostrando já sua apurada visão empresarial, criou uma espécie de trading, onde negociava produtos estrangeiros com comerciantes da Europa e da África. Iniciou os negócios intermediando a venda de diamantes, quando identificou vendedores na selva amazônica e apresentou-os a empresários europeus. Associou-se a um conhecido garimpeiro de Alta Floresta, conhecido como "Ditão", que permitiu que ele transitasse livremente pelos garimpos da região em troca de obter compradores para o ouro. Reconhecendo o bom investimento, Eike acabou comprando a mina, o que lhe rendeu um patrimônio de 6 milhões de dólares aos 25 anos. Para tanto, teria pedido, aos 22 anos, logo após sair da universidade, um empréstimo de 500 mil dólares a dois joalheiros judeus, obtendo 6 milhões de dólares em apenas um ano, conforme relato de um dos diretores da EBX. No início dos anos 90, quando possuía uma considerável quantidade de minas, a mineradora canadense Treasure Valley interessou-se pelo negócio, dando a Eike uma participação de 11% da empresa em troca das minas no Brasil. Eike tornou-se o principal acionista e presidente da empresa e o nome foi trocado para TVX. Entre 1991 e 1996, o valor da empresa mais que triplicou, mas os negócios na Grécia causaram redução considerável dos lucros e Eike acabou renunciando ao comando da empresa em 2001, que acabou sendo comprada pela Kinross Gold Corp. em junho de 2002 por 875 milhões de dólares canadenses. Eike teria deixado a empresa com mais de um bilhão de dólares. A partir daí, começou a criar novas empresas, ficando famoso no mundo empresarial pela inclinação para assumir riscos. Tornou-se inevitável no mercado a comparação de Eike com o pai, tido como um empresário conservador e cauteloso. É acusado de usar informações privilegiadas através do cargo do pai na direção da Companhia Vale do Rio Doce, quando começou a negociar com minas de ouro. Na virada do século, Eike é proprietário das empresas: EBX (empresa holding e encomendas expressas), TVX (mineração), MPX (energia), AMX (recursos hídricos) e MMX (mineração e siderurgia), todas com sede no Rio de Janeiro, onde passa a morar. O negócio mais bem sucedido é o de mineração: em 1999, a TVX acumulava 300 toneladas de ouro em reservas líquidas, produzia 20 toneladas anuais, contava com mais de 2 mil empregados e começava a atuar na Grécia. A preferência pelo xis na sigla das empresas tem uma explicação dada pelo próprio Eike: "O X representa a multiplicação, acelera a criação da riqueza". Em 2010, a holding EBX desenvolve projetos principalmente em recursos naturais e infra-estrutura. No campo dos recursos naturais atua através da MMX, empresa de mineração criada em 2005, a OGX, empresa de exploração e produção de óleo e gás natural. No campo de infra-estrutura através LLX logística, criada em março de 2007, a MPX, empresa de energia e a OSX que oferece equipamentos e serviços para a indústria de Óleo & Gás e atua de forma integrada na construção naval. Além disso a holding atua no setor imobiliário através da REX, que reúne consultórios, clinicas, laboratórios de análises, exames diagnósticos por imagem, auditório para convenções e área de conveniência em um mesmo ambiente (MD.X), possui empreendimentos no campo do entretenimento como o Hotel Glória e o restaurante Mr. Lam, ambos no Rio de Janeiro. Praticante de off-shore (corrida em lanchas de alta velocidade), conquistou os títulos de campeão brasileiro, americano e mundial entre 1990 e 1991. Desenvolveu em suas empresas um “processo de empreender” que ele chama "Visão 360º", que é no fundo um esquema com oito áreas (ou engenharias) que todo gestor deve ter em mente ao tomar suas decisões. São: engenharia de pessoas, financeira, jurídica, política, logística, ambiental e social, de marketing, além da própria engenharia da engenharia. Junto com as áreas, ele enumera algumas qualidades aconselháveis: transparência e ética, pensar grande, perseverança, fluidez, liderança, paixão, sorte, capital de risco, stop loss, dividir resultados, conectividade, humildade e meritocracia. Eike Batista também investe em projetos sustentáveis como o projeto lagoa limpa, no Rio de Janeiro, que visa tornar limpa a Lagoa Rodrigo de Freitas resolvendo o problema da poluição e utilizando ferramentas para colaborar na implantação de soluções já diagnosticadas. E outro projeto mais recente é a estruturação do primeiro empreendimento comercial de geração de energia solar do País em Tauá (CE) que já conta com licença ambiental e faz parte do programa de pesquisa e desenvolvimento da MPX, empresa de energia do grupo.

Relação com políticos

Eike desembolsa considerável quantia em doações para candidatos e partidos políticos, de vários estados. Nas eleições de 2006, contribuiu com 4,5 milhões de reais. Conforme Delcídio Amaral, senador pelo Mato Grosso do Sul que recebeu 400 mil reais para sua campanha naquelas eleições, as doações foram da pessoa física, pois "ele [Eike] separa as coisas". Foi o maior doador da campanha de Waldez Góes, governador reeleito do Amapá, com 200 mil reais, e também o maior doador pessoa física para a campanha de reeleição do presidente Luís Inácio Lula da Silva, com um milhão de reais. Contribuiu com 10 milhões de reais para o Comitê Olímpico Brasileiro. Quando teve problemas na Bolívia ao tentar implantar uma siderurgia naquele país, mas sendo expulsa por Evo Morales, contratou José Dirceu como consultor para intermediar as negociações. Foi também o maior patrocinador privado do filme Lula, o filho do Brasil, de Luiz Carlos Barreto, doando um milhão de reais para o projeto cultural. Em 2010 Eike colaborou com R$ 500 mil para a campanha eleitoral de Marina Silva à Presidência da República.

Vida pessoal

Em 1991, apesar da oposição da família, casa-se com Luma de Oliveira, atriz e modelo, mas principalmente um dos símbolos sexuais dos homens brasileiros na década de 1980. Ele abandonou sua noiva, a socialite Patrícia Leal, a uma semana da cerimônia de casamento para ficar com Luma. Eike e Patrícia já haviam casado no religioso, união posteriormente anulada pela Igreja Católica, permitindo que Patrícia se casasse dois anos depois com Antenor Mayrink Veiga, ex-namorado de Luma. Estiveram casados por 13 anos e tiveram dois filhos, Thor e Olin. Em 2004, a separação de Eike e Luma repercute intensamente nos meios de comunicação. A separação coincidiu com um período em que era grande a exposição de Luma no noticiário, pois, rompendo um acordo tácito que teria feito com o marido, voltou a desfilar no Carnaval carioca, posou para revistas masculinas e também para um calendário do Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro, quando deste último trabalho, teria se envolvido com um oficial daquela corporação, o capitão Albucacys, o que ambos desmentem.

Depois da separação

Após a separação, sucederam-se fatos negativos na vida empresarial de Eike. Em 2006, após encerrar uma disputa com a Petrobrás devido a um contrato assinado em 2002, a MMX vendeu à estatal, por 137 milhões de dólares, uma termoelétrica no Ceará, apelidada de "Termoluma", em alusão à ex-mulher de Eike. A estatal havia assumido os custos de operação da usina, mas não a usava, porque não havia demanda, dando prejuízo à Petrobrás (quando firmado o contrato, havia falta de energia no país). Depois de longa batalha na justiça, a estatal comprou a usina. Ainda em 2006, teve que abandonar o projeto de uma siderúrgica na Bolívia, diante de acusações do presidente Evo Morales de desrespeito às leis do país, pois o empreendimento estava localizado na faixa de fronteira e contribuiria para a devastação de florestas. Em entrevista, Eike disse que se tratava de perseguição política, pois os sócios bolivianos eram opositores de Morales. No entanto, no mesmo ano, lança ações da MMX na Bovespa e levanta mais de um bilhão de reais de fundos nacionais e estrangeiros com o objetivo de tornar a empresa uma das gigantes mundiais na exploração de minério de ferro. Inicia ainda novos negócios no Rio de Janeiro: o sofisticado restaurante chinês Mr. Lam, na Lagoa, um hospital na Barra da Tijuca e uma empresa de turismo para promover passeios de navio na Baía de Guanabara. Assume um namoro com a ex-modelo Flávia Sampaio, 23 anos mais jovem, e, de volta às corridas de lancha, batendo o recorde da travessia marítima Rio-Santos. Em junho de 2008, a oferta pública inicial de ações da OGX Petróleo Gás e Participações na Bovespa atinge 6,711 bilhões de reais, tornando-se a maior oferta pública inicial da história da bolsa brasileira até então. A demanda foi dez vezes maior que a oferta, atingindo o teto da faixa sugerida, sendo em sua maioria comprada por estrangeiros.

Homem mais rico do Brasil

Em março de 2008, o brasileiro mais bem colocado na lista da revista Forbes era Antônio Ermírio de Morais na 77ª posição, com um patrimônio familiar de dez bilhões de dólares. Outros 17 brasileiros, entre eles o mineiro Eike Batista, que declarou em 2008 que pretendia se tornar o homem mais rico do mundo em cinco anos, apareciam na lista. Em 2008 Eike tinha uma fortuna estimada em 6,6 bilhões de dólares e ocupava a posição de nº 142 na lista dos homens mais ricos do mundo. Em 2009, Eike passou para a posição nº 61, atingindo a posição de homem mais rico do Brasil. Em 2010, Eike apareceu entre os dez homens mais ricos do mundo, ocupando a 8ª posição, com uma fortuna aproximada de 27 bilhões de dólares. Após a venda de parte da mineradora MMX para a gigante multinacional Anglo American por 5,5 bilhões de dólares, o empresário Eike Batista, 51 anos, calculou a fortuna e chegou à conclusão de que já possuía 16,6 bilhões de dólares - do total do negócio, 3 bilhões de reais foram diretamente para o bolso. "Sou o homem mais rico do Brasil", afirmou, segundo reportagem da revista Exame. De acordo com a publicação, e se os cálculos do empresário não estiverem errados, ele seria o 26º homem mais rico do mundo pelo ranking da Forbes. A revista Época Negócios, em maio de 2008, havia estimado o patrimônio em 17,5 bilhões de dólares, estimando em 13,5 bilhões de dólares as participações acionárias no "império X", 3,3 bilhões de dólares em dinheiro, pela venda de parte da MMX à Anglo American e 400 milhões pelo patrimônio imobiliário. Não foram contabilizados seus bens móveis, como carros, lanchas e aviões. Como grande parte da fortuna é vinculada ao preço de ações das empresas, sendo a crise mundial que derrubou bolsas no mundo inteiro foi responsável pela sensível queda das estimativas a partir do segundo semestre de 2008. Além do tamanho da fortuna, impressiona também a velocidade com que ela cresceu, diz a revista Exame. Batista tinha um patrimônio calculado em 1,6 bilhão de reais até 2005, quando era mais conhecido como o ex-marido da modelo Luma de Oliveira. Desde então, esse montante teria aumentado em mais 15 bilhões de reais em dois anos, chegando a 17,5 bilhões de dólares, segundo a revista Época Negócios (antes das investigações da PF). O aumento rápido de sua fortuna foi impulsionado especialmente pelo rápido aumento de preço das commodities e pelo rápido crescimento do mercado de capitais brasileiro. O sucesso também é creditado por trazer grandes executivos para trabalhar em suas empresas, oferecendo vantajosas participações no capital de suas empresas. Paga generosas comissões a banqueiros de investimento, que assim passam uma ótima imagem dele a seus clientes, o que traz grande valorização para suas empresas.

Investigações e perdas patrimoniais

Eike Batista tem sido alvo da investigação de uma operação da Polícia Federal, a qual recebeu ironicamente o nome "Toque de Midas", alusão ao Rei da Mitologia Grega que transformava em ouro tudo aquilo que tocava. Alguns especialistas nos setores petrolífero e minerador desconfiavam do rápido e vertiginoso enriquecimento de Eike, levando em conta o fácil êxito dos negócios em setores demasiado competitivos. A PF investigava possível financiamento ilícito de campanha política que visasse facilidade na concessão de licitações em determinadas áreas de exploração mineral no Estado do Mato Grosso. Além disso, também se cogita uma possível fraude no processo licitatório de concessão da Estrada de Ferro do Amapá (EFA), operada pela MMX. Segundo a revista Carta Capital, anúncio da operação da PF causou às empresas de Eike, nos dias subsequentes, uma perda de valor em bolsa de 5,3 bilhões de reais. Tem sido apuradas suas ligações com o governador do Amapá, Waldez Góes. Sofreu alguns reveses nos negócios, como a fábrica de jipes JPX, instalada em Pouso Alegre, Minas Gerais, que fechou em 2002, após vários problemas com fornecedores, rede de concessionárias e redução de compras do maior cliente, o governo brasileiro. Montou também uma empresa de encomendas expressas, a EBX, que apesar de ter sido líder de mercado, faliu em três anos quando os Correios reagiram à concorrência. Criou também uma franquia no ramo de cosméticos, utilizando o nome de sua então esposa Luma de Oliveira, mas o negócio foi vendido em 2002 sem nunca ter dado o retorno esperado. Os três revezes teriam custado perdas da ordem de 160 milhões de dólares. Em 2006, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro considerou Eike responsável pela falência de dez franqueadas da FLX Consultoria e Franchising Ltda., que comercializavam produtos da marca Clarity. A FLX era de propriedade de Eike e Luma, sendo Eike dono de 99% das ações. Foi desconsiderada a personalidade jurídica da empresa e os bens pessoais de Eike teriam que responder pela indenização, que atingia cerca de 4 milhões de reais. A personalidade de Eike desperta várias percepções entre executivos e especialistas, tais como aventureiro, agressivo, brilhante, ousado, exibicionista, megalomaníaco e visionário.

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