E-commerce ou comércio eletrônico, ou ainda comércio virtual, é um tipo de transação comercial feita especialmente através de um equipamento eletrônico, como, por exemplo, um computador. O ato de vender ou comprar pela Internet é em si um bom exemplo de comércio eletrônico. O mercado mundial está absorvendo o comércio eletrônico em grande escala. Muitos ramos da economia agora estão ligadas ao comércio eletrônico.  E-commerce designa, em outras palavras,  um sistema comercial eletrônico, realizado através da Internet para transações de bens ou serviços entre duas ou mais partes.

 

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Histórico

 

Sociedades de qualquer época sempre lançaram mão de todos os recursos disponíveis para melhorar ou criar novas formas de comercializar bens. Nosso tempo não é diferente e todo o aparato tecnológico surgido neste século, incluindo aí o aparecimento da Internet, criou uma imensidão de novos métodos para resolver os problemas básicos de uma operação de compra que são, simplificando muito o assunto; expor a mercadoria ao comprador, estabelecer um método de pagamento e entregar a mercadoria depois do negócio fechado.
Será que uma nova forma de comércio, a realizada através da rede pega? Afinal, já existem tantos outros canais já consagrados: vendas por televisão e por telefone; super, hiper, mega mercados de todos os tipos possíveis e imagináveis; vendedores (ainda) ambulantes, etc.
Como qualquer outra atividade, o comércio eletrônico só vai se estabelecer se ele trouxer vantagens evidentes se comparado com as formas "tradicionais" ou, se ele preencher uma necessidade ainda não resolvida por estas mesmas formas. Ou seja, a compra e a venda de bens e serviços através de lojas virtuais, construídas com as ferramentas da Internet, só pegarão se oferecerem algo a mais para seus consumidores, algo que seja melhor do que o que já existe ou que tão simplesmente não exista ainda.

 

Tendências

 

O objetivo maior do Comércio Eletrônico é, e sempre foi o de expandir as fronteiras comerciais de países e de organizações, ou em outras palavras, criar condições para que compradores e vendedores comuniquem-se mais facilmente.
A exposição dos produtos para venda é a mais fácil e direta possível. A Internet como o meio de comunicação mais abrangente já construído, favorece a divulgação para, literalmente, todo o planeta. Qualquer negócio, qualquer produto quando colocado na rede torna-se possível (e acessível) a todos os seus milhões de usuários, instantaneamente. Não existe melhor e mais ampla vitrine que a Internet.
Partindo deste princípio, produtores de sistemas de bancos de dados colocam no mercado ferramentas ou soluções completas para criar sites voltados ao comércio eletrônico. Ferramantas poderosas de busca, como o Altavista, tornam a tarefa de achar agulha no palheiro fácil e eficiente, e ferramentas como gerenciadores de bancos de dados, gerenciadores de transações, sistemas de segurança baseados em criptografia, e outras várias, constituem as peças a partir das quais serão construídas estas lojas virtuais - são os chamados Catálogos de soluções (produto mais vendido no setor ou seja, é justamente tecnologia para se fazer o comércio eletrônico).
Dezenas de empresas vendem soluções para o comércio eletrônico via Internet.
Dentre elas, destacam-se:

  • AT&T,
  • Compaq,
  • CyberCash,
  • Express Commerce-MediaLab,
  • HyperCom,
  • IBM,
  • Netscape,
  • SiteBridge,
  • Open Concept
  • Microsoft

 

Problemas do Comércio Eletrônico

 

Os principais probleas relacionados ao comércio eletrônico dizem respeito a 3 questões básicas:

  • Segurança: A Internet, mesmo com todas as evoluções, ainda é um meio arriscado de se realizar compras, no que diz respeito à roubos de senhas ou até clonagem de cartões de crédito.
  • Custos: Além de pagar pela compra, o consumidor paga para comprar.No mundo real o consumidor não paga para ficar dando voltas no shopping, entrando e saindo de lojas e escolhendo mercadorias. Na Internet o usuário paga ao provedor de acesso pelo tempo de conexão e para a companhia telefônica pelo uso do aparelho.
  • Tradição dos varejistas: Os consumidores não vêem os fabricantes que vendem diretamente como provedores de conveniência, mas sim como fornecedores de mercadorias baratas. Já os varejistas tem tradição de oferecer bom atendimento ao cliente e se souberem associar isso a conveniência da Internet, as vendas on-line se fortalecerão.

 

Compras por Catálogo

 

A Internet parece ser o mecanismo perfeito para se automatizar e melhorar as compras por catálogo, mas essa comparação sofre influência de dois fatores importantes:

  • Apresentação do produto - A Internet é um dos únicos canais onde o consumidor controla a forma como vê o produto. A resolução do monitor do usuário pode interferir negativamente em relação a foto nítida e brilhante que aparece tradicionalmente no catálogo impresso.
  • Confiança do consumidor - vários grupos pesquisados mencionaram preocupação em relação a autenticidade do comerciante e o fato de que estariam mais inclinados em comprar on line desde que fosse de varejistas conhecidos. Não é por acaso que os varejistas conhecidos em todos os Estados Unidos são os que mais oferecem produtos na Internet.

Segundo o relatos, se mais e mais varejistas começassem a oferecer produtos a " fé dos consumidores em relação as companhias das quais eles estão comprando aumentaria consideravelmente o que poderia ter um efeito significativo em termos de interesse em produtos e venda on line".
Os fabricantes pensam em utilizar a Internet e excluir os varejistas? A maioria da dos entrevistados acham que em compras de alto valor e que podem ser baseadas em especificações técnicas a compra direta do fabricante, eliminando o varejista, pode significar uma substancial economia no preço.
Porém, como já foi dito, não é a redução de preço o que mais interessa ao consumidor que compra on line, mas sim a conveniência.
O serviço ao cliente e a interação direta proporcionada pelos varejistas tradicionais talvez se tornem fatores ainda mais importantes para os consumidores do mundo cibernético.
De um modo geral, os consumidores acham que os varejistas estão muito mais aptos as lidar com problemas de atendimento ao cliente do que os fabricantes.
Atualmente algumas companhias oferecem serviços aos clientes tipo os fornecidos pelos varejistas no entanto as taxas cobradas aumentam o custo, reduzindo – ou até eliminando - a vantagem que o fabricante potencialmente poderia oferecer em relação ao preço.

(Fonte:Monografia sobre Comércio Eletrônico - Tendências, de Márcia de Fátima Pimenta)

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