1 - Qual é o maior aeroporto do mundo? E o mais movimentado?
No aeroporto americano de Denver (Colorado), cabem duas ilhas de Manhattan (Nova York). O Charles de Gaulle tem o espaço equivalente a um terço da cidade em que se encontra, Paris. Mas nada disso se compara ao maior aeroporto do mundo: King Khalid, na Arábia Saudita, com área total de 225 quilômetros quadrados, ou seja, 16 vezes o tamanho de Cumbica, em São Paulo. Se o destaque for o trânsito de pessoas, o de Atlanta é imbatível: 80 milhões de passageiros passaram por ele em 2000. Agora, se você for ligado em curiosidades, vai gostar de saber que o Schiphol, em Amsterdã (Holanda), está a 5 metros abaixo do nível do mar; o de Bangda, no Tibete, funciona a 4 739 metros de altitude (é o mais alto do mundo) e o de Salzburgo, na Áustria, foi construído numa cratera vulcânica. O de Chek Lap Kok, em Hong Kong, tem fama de ser um dos mais caros do planeta: cerca de US$ 20 bilhões foram gastos para aterrar a área gigantesca entre duas ilhas. Tem mais: o volume de areia, rochas e terra removido corresponde ao de 325 Empire State Building, o famoso arranha-céu da Big Apple.

2 - O aeroporto fica longe do centro da cidade. Como posso chegar até lá, sem gastar uma fortuna?
Os principais aeroportos do mundo têm conexões com metrô ou são servidos por linhas de ônibus, ambas opções econômicas de transporte. Em Miami, por exemplo, uma corrida de táxi entre o bairro de Coconut Grove e o aeroporto sai por US$ 20, enquanto o mesmo trajeto, de ônibus, custa US$ 1,25. De qualquer modo, leve em conta que o aeroporto é um terreno minado para quem não domina o idioma da cidade que visita, nem tem conhecimento sobre ela. Por isso, antes de viajar, navegue no site www.quickaid.com. Ele tem links com os aeroportos de todo o mundo, informando sobre transporte. Mas, se tiver de pegar um táxi, use o de uma empresa credenciada - serviço à disposição na maioria dos aeroportos. No JFK, de Nova York, por exemplo, passageiros pagam o preço fixo de US$ 30 para se deslocar até Manhattan. Antes, custava quase o triplo. Outra vantagem desse tipo de táxi é que você pode pagar com cartão de crédito.

3 - Preciso sempre pagar pelo carrinho de mão?
Esse serviço é gratuito em boa parte dos aeroportos internacionais, mas há casos em que você vai ter de fazer um depósito, valor que será devolvido no final. Em alguns aeroportos, porém, não espere ver mais a cor desse dinheiro - caso de Honolulu, no Havaí. No JFK, de Nova York, o carrinho está à disposição do passageiro de um vôo internacional, mas quem viaja dentro do país paga US$ 1,50 para usá-lo. No aeroporto de Frankfurt, um sistema especial de trava em cada roda permite que você use o carrinho até mesmo na escada rolante. No Changi, de Cingapura, dá para entrar com ele na sala de cinema. Mas o requinte fica por conta do aeroporto de Malpensa, em Milão. Nele, há minicarrinhos para o transporte exclusivo da bagagem de mão.

4 - Quais são os aeroportos que oferecem sistemas modernos de check-in?
O Charles de Gaulle, de Paris, tem um espaço físico tão bem planejado que impede a aglomeração de passageiros durante o embarque e desembarque. Mais: quem tem uma conexão, pode fazer o check-in com até 72 horas de antecedência e deixar as malas no aeroporto, sem pagar taxa extra. "Tudo acontece de modo tão rápido que mais parece uma ponte aérea", diz a consultora de moda Helena Montanarini. A novidade, ao redor do mundo, é que algumas empresas aéreas já tiram proveito de máquinas criadas para que o passageiro faça o próprio check-in (elas funcionam como o caixa automático; com o cartão de crédito, basta seguir as instruções da tela para escolher o assento, emitir o cartão de embarque etc). A United Airlines tem máquinas de check-in automático nos aeroportos de Chicago, Los Angeles, São Francisco e Washington. A SAS oferece esse serviço nos aeroportos da Escandinávia e nos de Londres, Paris e Frankfurt. A British Airways espalhou a engenhoca nos aeroportos do Reino Unido e também de Barcelona, Frankfurt, Hamburgo, Milão, Roma, Oslo e Nova York, entre outros. E a Delta fez o mesmo em Atlanta.

5 - Posso fazer sauna e massagem enquanto espero uma conexão?
Até pouco tempo atrás, essas regalias só estavam disponíveis aos passageiros das salas vips. Hoje, porém, os aeroportos fazem de tudo para mimar o público que está em trânsito. Entre os que oferecem sauna, destacam-se: Changi (Cingapura), Schiphol (Amsterdã), Chek Kap Kok (Hong Kong) e Kansai (Japão). Se quiser apenas tomar banho, aproveite a escala nos aeroportos londrinos de Heathrow e Gatwick - eles cobram apenas US$ 2 pelo jogo de toalha e sabonete. Já no de Kansai, paga-se US$ 10 pelo mesmo kit. Em Chicago, o serviço de lavanderia do Aeroporto O'Hare é perfeito para ser utilizado na escala. Massagens contra a tensão ou o jet lag têm público cativo nos aeroportos de Denver, Honolulu, Pittsburg, Portland, Manchester, Amsterdã, Toronto e Hong Kong. Se preferir fazer ginástica no aeroporto, seu lugar é Miami, Boston ou Las Vegas. Neste último, uma academia funciona 24 horas por dia e fornece roupas para malhar. Mas a maior inovação acontece no de Calgary, no Canadá: nele, passageiros aproveitam conexões para fazer terapia de rejuvenescimento, respirando em tubos de oxigênio por 15 minutos.

6 - Quais são os aeroportos que permitem conexão com trem?
Na Europa, onde o trem disputa clientela com o avião, as conexões entre esses meios de transporte são facilitadas em quase todos os países. Em Frankfurt, por exemplo, há duas estações no aeroporto: a de trens para o Centro e cidades vizinhas e a de trens de alta velocidade que partem para outros países. A comodidade é tamanha que os passageiros podem fazer o check-in para os vôos na própria estação e usar os carrinhos da plataforma do trem até a esteira de bagagem do aeroporto. Esse sistema também funciona de modo exemplar nos aeroportos de Schiphol (Amsterdã), Heathrow (Londres) e Charles de Gaulle (Paris). Outros aeroportos com boas conexões ferroviárias são os de Barcelona, Berlim, Bruxelas, Genebra, Milão, Munique, Oslo, Roma, Estocolmo, Viena e Zurique. Na Ásia, merecem destaque os de Narita e Kansai, no Japão; e o Chek Lap Kok, em Hong Kong. Como os americanos usam mais o transporte aéreo do que o ferroviário, não há aeroportos integrados a estações de trem nos Estados Unidos - só com as de metrô.

7 - Vale a pena pagar um day-use num hotel de aeroporto, se a conexão for rápida?
Só se você tiver um mínimo de três horas para curtir o hotel. O ideal é que ele esteja a uma distância de 15 minutos do aeroporto. As tarifas custam de 30% a 50% da diária com pernoite e variam de acordo com o período de permanência. Por esse preço, os hóspedes têm direito a usar piscina, academia de ginástica e restaurante, além do transporte gratuito até o terminal de embarque. E nem se lembram de que há aviões por perto, já que esse tipo de hotel é equipado com isolamento acústico perfeito. Em Sydney, na Austrália, o day-use de quatro horas no Hotel Sheraton custa US$ 45. No Hyatt, do aeroporto de Dallas, a tarifa é de US$ 95. Outra opção é pagar uma taxa para usar a piscina, a sauna ou o chuveiro do hotel. Dá para fazer isso no Le Méridien, do aeroporto de Gatwick, em Londres. Custo? US$ 8. Já o Deville, próximo de Cumbica, em São Paulo, cobra R$ 128 de quem se aloja de três a oito horas. Se passar a noite, vai pagar R$ 215.

8 - Consiguirei me distrair, se tiver de esperar uma conexão?
Cada vez mais os aeroportos deixam de ser apenas pontos de embarque e desembarque para se tornar centros de lazer. Veja só o de Frankfurt: ele tem cinemas, boliche, jogos eletrônicos, sex shop e uma boate que funciona no fim de semana. No aeroporto de Dallas, dá para jogar golfe entre as conexões. Em Amsterdã, o Schiphol tem cassino com roletas. O Changi, de Cingapura, promove um tour gratuito de duas horas que dá direito a saída de barco. Difícil encontrar um jardim mais relaxante que o do aeroporto de Honolulu: inspirado nos jardins orientais, ele tem pontes, pagodes e lagos com carpas. Na ala central do aeroporto Kuala Lumpur (Malásia), existe uma cachoeira cercada de mais de 4 000 árvores. Nos Estados Unidos, o aeroporto de Miami aluga aparelhos DVD: o passageiro o usa durante vôos e conexões e o devolve na volta. Há também aeroportos que parecem museus. Exemplo: o de São Francisco, que dispõe da verba anual de US$ 2,5 milhões para promover mais de quarenta exposições em seus terminais.

9 - Há lojas free shop que se destacam mais que as outras?
Segundo consultores americanos, os dez melhores aeroportos para fazer compras são: Changi (Cingapura), Schiphol (Amsterdã), Dubai (Emirados Árabes), Kastrup (Copenhague), Kloten (Zurique), Frankfurt, Fiumicino (Roma), Heathrow (Londres), Charles de Gaulle (Paris) e o de Viena. No Changi, os cigarros são mesmo baratos. Mas, por lei, você só vai poder comprá-los quando deixar Cingapura. O Schiphol, que também abriga shopping center e supermercado, pratica os melhores preços da Europa. O duty-free de Dubai ocupa o espaço de 27 quadras de tênis. Seu comércio de barras de ouro é impressionante: em 2000, foram vendidas 2,5 toneladas. O de Frankfurt dispõe de 150 lojas, entre elas, a filial da inglesa Harrods (também presente nos aeroportos de Heathrow e Gatwick). No de Boston, Estados Unidos, a nova mania é comprar lagostas vivas que são embaladas para resistir a conexões de até 48 horas. Seja como for, uma pesquisa da International Air Transport Association com viajantes de todo o mundo elegeu o Kastrup, de Copenhague, o melhor aeroporto do mundo, do atendimento ao público às compras. "Seu free shop, com cristais e minimercado de especialidades escandinavas, é um luxo", diz o empresário Mário Ceratti.

10 - Comida de aeroporto é igual à de avião?
Não. Restaurantes de aeroportos hoje estão preparados para servir refeições de se comer ajoelhado. Em geral, são filiais de endereços famosos que têm o predicado de servir rápido para não atrasar o embarque. O aeroporto de São Francisco, por exemplo, abriga dezesseis restaurantes entre os mais descolados da metrópole, caso do asiático-francês Qi and Water Bar e do sushi-bar Ebisu. O italiano Figs, no aeroporto La Guardia, em Nova York, é conduzido pelo chef Todd English, de fama internacional. Ainda nos Estados Unidos, o aeroporto Austin-Bergstrom (Texas) é o endereço do Salt Lick BBQ, imbatível em grelhados. No de Heathrow, em Londres, há fila para provar a comida indiana do Noon ou a francesa do Chez Gérard. Já em Frankfurt, o Kuffler & Bucher faz sucesso com o cardápio da nouvelle cuisine alemã. Só fique ligado no horário de funcionamento: a maioria desses restaurantes não funciona 24 horas por dia.

11 - Perdi a bagagem. A quem recorro?
Dentro ou fora do país, você deve procurar a empresa aérea e registrar a queixa. É preciso preencher um formulário, com dados sobre o vôo e a mala (em especial, o conteúdo), além de um telefone para contato. Antes de fazer promessa para São Longuinho, saiba que mais de 20 000 pessoas enfrentam esse transtorno todos os dias ao redor do planeta. A boa notícia é que apenas 1% das malas somem de vez. Nesses casos, a indenização estabelecida para vôos internacionais é de US$ 20 por quilo, com limite de US$ 400 por volume (nos vôos nacionais, o reembolso máximo é de R$ 400).

12 - Fui roubado. Há sempre um posto policial no aeroporto estrangeiro?
De acordo com a International Civil Aviation Organization (ICAO), que define regras para os aeroportos no mundo inteiro, a presença de agentes policiais é obrigatória em um aeroporto. Isso vale inclusive para aquele que só opera vôos domésticos. Em Cumbica, por exemplo, onde circulam diariamente 100 000 pessoas entre passageiros e acompanhantes, o cotidiano é digno de uma cidade e requer, no item segurança, a atividade de uma delegacia de polícia civil, com oficiais bilíngües e plantão de 24 horas. Na maioria dos aeroportos internacionais, câmaras de circuito interno, espalhadas de modo estratégico, auxiliam o vaivém dos passageiros. E no de Vancouver e em Kuala Lumpur, voluntários estão preparados para dar todo tipo de assistência - de informações turísticas a orientação para vítimas de roubo.

13 - Todos os aeroportos têm lockers?
Pode acontecer de você chegar a um aeroporto ultramoderno e não encontrar locker algum. Isso porque há aeroportos que deixaram de oferecer esse serviço como proteção contra ataques terroristas. Exemplos: o Charles de Gaulle, em Paris, e a maioria dos aeroportos dos Estados Unidos. Em compensação, quase todos dispõem de depósitos de bagagem, em que a taxa varia de acordo com o peso e o tamanho da mala. Antes de viajar, procure na internet informações sobre o aeroporto em que vai desembarcar ou fazer escala. O site www.faa.gov/airportinfo.htm tem links com os principais aeroportos americanos e do mundo. No Brasil, informe-se sobre o tema, navegando no site: www.infraero.gov.br.

14 - Vou levar um laptop como bagagem de mão. Tenho de declarar à Receita Federal?
Se você declarar, vai evitar gastar horas, na volta, convencendo os funcionários da alfândega sobre a origem do equipamento: ninguém vai acreditar que ele NÃO foi trazido do exterior e, nesse caso, está livre de impostos. O registro pode ser feito antes do embarque no posto da Receita Federal do aeroporto ou em qualquer outro, desde que tenha o número do vôo e a data da viagem. Você também precisa apresentar o aparelho que pretende declarar (ele terá o número de série anotado), o passaporte e a passagem. Nos aeroportos internacionais do país, esse serviço está disponível das 6 h à meia-noite.

15 - Sofro de asma. Se tiver uma crise, vou ser socorrido?
Sim. Todos os aeroportos são obrigados a prestar atendimento médico de urgência. Em geral, esse tipo de serviço é gratuito, mas há aeroportos onde a consulta é cobrada - caso de Toronto (Canadá). Em São Francisco, a equipe médica que trabalha no aeroporto também dá dicas de como tornar uma longa viagem de avião menos desgastante para o corpo. No JFK (Nova York) e em Narita (Tóquio), o atendimento médico à disposição dos passageiros inclui o plantão de dentistas.

16 - Devo tomar algum cuidado ao passar a bagagem de mão pelo raio X?
A única recomendação é para quem leva filmes com ASA 1 600 ou mais. Por serem extremamente sensíveis à luz, eles não devem passar pelo equipamento - a inspeção passa a ser feita manualmente pelos fiscais. Quanto aos demais filmes, o tempo de exposição ao raio X é de 0,2 segundo, em média, insuficiente para causar algum dano. Também não é preciso se preocupar com câmera, laptop, agenda eletrônica ou disquetes. Nem mesmo os portadores de marcapasso precisam evitar o aparelho.

17 - Dá para distrair as crianças no aeroporto?
Prepare-se. Em alguns aeroportos, você vai ter de arrancá-las à força de diversões realmente inusitadas, para colocá-las dentro do avião. No Aeroporto de Orlando, onde 13% dos passageiros em trânsito têm menos de 11 anos, há desde brinquedos de borracha em forma de focas a videogames para divertir a garotada. O aeroporto de Phoenix, no Arizona, oferece uma exposição permanente de 26 000 espécies de insetos típicos da região - tarântulas, escorpiões e centopéias fazem parte do acervo. No Aeroporto de Gatwick, em Londres, também há uma exposição, só que montada dentro de um avião. No Schiphol, em Amsterdã, seus filhos podem escolher entre jogar videogame (de graça) ou manusear simulador de vôo. Em Portland (Oregon), uma minitorre de controle dá idéia do que acontece no dia-a-dia de um aeroporto. Em São Francisco, um aquário enorme vai prender a atenção infantil até a hora do embarque. E, no Aeroporto de Boston, até você vai querer brincar de piloto da Segunda Guerra, com simulador em 3D do museu aeroespacial.

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