1. O que são oshub ports, dos quais temos ouvido falar bastante ultimamente?


São grandes portos mundiais que as empresas de navegação têm escolhido já háalguns anos para serem seus portos de embarque e de desembarque de grandesquantidades de carga direcionadas a determinadas regiões do globo.

2. Isso ocorre com todos os tipos de navios e as variadas cargas existentes?


Não. Os portos concentradores de carga são uma característica especial dotransporte de containers, ou seja, ocorre com os navios porta-containers.

3. Como é o funcionamento desse tipo de operação e o que significa osarmadores escolherem apenas alguns portos para sua operação?


Os navios tem crescido muito. Alguns já estão em operação para transporte de8.000 TEUs – Twenty Feet or Equivalent Unit container de 20 pés ou equivalente,que significam unidades de 6,1 m de comprimento. Com isso, ficam muito difíceise dispendiosas as escalas em muitos portos em cada viagem. Há também problemasde calado, que é a necessidade do navio de determinada profundidade paranavegação. Assim, os armadores elegem poucos portos mundiais para escalar,possibilitando a entrada e saída do navio sem problemas, bem como a redução decustos nas operações.

4. O que significa redução de custos, se ele vai ter de entrar no porto paraembarcar ou desembarcar a carga?


A redução de custos será dada pelo menor número de entradas nos portos, bem comopela economia de escala proporcionada pelo embarque e ou desembarque de umaquantidade maior de unidades de carga por porto. Com menos escalas o armadoreconomiza nesses custos, bem como no de operação, já que no mínimo não se perdetempo com abertura de hatches tampas que dão acesso aos porões dos navios.

5. Como fica a questão do porto normal de embarque? Deve-se mudar de portopara as exportações?


Não. O exportador continuará a operar no seu tradicional porto de embarque ereceberá o conhecimento marítimo a partir da entrega da carga a bordo do navio.Ocorrerá um transbordo de carga no hub port escolhido pelo armador, que não dirárespeito ao exportador. Todos os custos e riscos desse transbordo serão porconta do armador, obviamente já cotado no frete combinado, e não haverá novacobrança de custos ao exportador.

6. O mesmo ocorre nas importações?


Exatamente, considerando-se a diferença quanto ao lado no qual ocorrer aoperação. Com isso, o conhecimento de embarque terá como porto de destino aqueleonde a carga deverá ser entregue, não o porto concentrador de cargas. Da mesmaforma, todos os custos e riscos desse transbordo serão por conta do armador e,obviamente, serão cotados no frete combinado.

7. Isso já ocorre no Brasil?


Ainda não. Aqui ainda não temos carga suficiente para que os armadores pratiquemisso. SK
 

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