Nos lugares pelos quais passa ou freqüenta, a mulher irradia charme e embeleza o ambiente. A presença feminina, em geral, deixa qualquer local mais agradável. Embora algumas culturas ainda exaltem e preservem a soberania masculina, as mulheres vêm ganhando espaço profissional em diversos segmentos. É cada vez mais comum encontrar jovens e senhoras exercendo funções ligadas à atividade portuária.

 

Na Guarda Portuária do Porto de Santos não é diferente. Atualmente, 34 mulheres estão no quadro de funcionários da instituição. Izabel Cristina da Luz é uma delas. Casada, 25 anos, há doze meses trabalhando como guarda portuária, ela fala de sua profissão com muito orgulho e empolgação.

Izabel afirma que gosta muita do setor de segurança e que se sente muito bem trabalhando nessa área. Antes de entrar para a Guarda Portuária, ela trabalhava no meio de transporte escolar junto com sua mãe. Prestou alguns concursos ligados à área de segurança, mas não obteve sucesso.

Sua oportunidade surgiu quando foram abertas as inscrições para o concurso público da Guarda Portuária do Porto de Santos. Inicialmente, ela foi inscrever o marido. Uma vez lá, resolveu também se inscrever e tentar a sorte. Resultado: ela foi aprovada, mas o marido não. "Apesar de não ter passado, ele ficou muito contente com a minha aprovação, já que esse era um desejo muito forte que eu tinha". O marido, hoje, também trabalha com transporte escolar.

 

Além da estabilidade que o cargo proporciona, Izabel carrega uma herança da família. "Meu avô também foi guarda portuário e um tio meu é capitão do Exército".

 

Antes de começarem a atuar oficialmente, Izabel e todos os demais aprovados no concurso passaram por três meses de cursos preparatórios. A guarda portuária ressalta que foi ao decorrer do curso que ela descobriu que isso era mesmo o que queria; que era essa a profissão na qual gostaria de seguir carreira. "Treinar no stand de tiros foi muito excitante e me incentivou nos treinamentos".


Izabel passou sete meses fiscalizando e orientando o trânsito. No começo muitos motoristas estranharam, mas ela garante que nunca a desrespeitaram. O espanto era somente uma reação comum para quem não estava acostumado a ver uma mulher exercendo tal função. Além disso, ela não enfrentou um problema corriqueiro que atinge mulheres em funções dominadas por pessoas do sexo masculino: a falta de uniformes específicos (veja aqui).

Todas as guardas portuárias receberam uniformes destinados ao público feminino, com características que suprem suas necessidades e realçam a beleza da mulher. Até uniforme de gala a instituição distribuiu para elas. O traje é utilizado quando são designadas para fazer a segurança de ocasiões especiais.

Ela destaca que, durante um ano de trabalho, ainda não passou por nenhum momento de risco ou adrenalina. "Foi tudo muito tranqüilo até o momento. Até seria interessante encarar um momento de adrenalina. Mas não sei se quero. Só no momento eu poderia dizer".

Assim como os demais membros da Guarda Portuária de Santos, Izabel trabalha por cinco dias consecutivos, com períodos de 6 horas em turnos e descanso de 36 horas. Há, ainda, o trabalho extraordinário, quando são escalados para atuar em algum posto da Guarda após o expediente.

 

A mudança de horários é comum. Com a correria no dia-a-dia, Izabel conta que deixou algumas antigas rotinas de lado, como praticar academia. Vaidosa, embora faça menos exercícios físicos, permanece cuidando bem do visual, seja por meio de batom, maquiagem ou mesmo pintando o cabelo.


Atualmente, ela atua na Superintendência da Guarda Portuária do Porto de Santos, cuja sede fica próxima à Codesp. Ela controla a entrada e saída de veículos e pessoas, além de fiscalizar a segurança do local. No entanto o posto de trabalho varia dependendo da escalação.

Para o futuro, Izabel planeja avançar na área de segurança. Ela pensa em fazer graduação em Biologia. O objetivo? Atuar na área criminal.

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