A Log-In Logística Intermodal, que lançou em outubro último, no estaleiro Eisa, Rio de Janeiro, o Log-In Jatobá [foto], segundo navio construído pela companhia, se prepara para construir mais três navios porta-contêineres e dois graneleiros até 2013. Com isso, a empresa aumentar sua participação na cabotagem no País.

* Novos armadores fortalecem cabotagem
* Inovações fazem parte da construção do navio Log-in Jacarandá

A cerimônia de lançamento do Jatobá contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Todas as embarcações estão incluídas no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e possuem investimentos da ordem de R$ 1 bilhão. PortoGente conversou com Rômulo Otoni, diretor de navegação da Log-In, sobre os planos da companhia. Na segunda parte da entrevista, que será publicada no dia 23 próximo, Otoni fala dos desafios da cabotagem no País.

PortoGente – Como foi o lançamento e qual o objetivo estratégico da empresa com a construção desses navios?
Rômulo Otoni
– O lançamento do navio faz parte do nosso plano de investimento. É o segundo navio de uma série de sete navios que nós estamos construindo: cinco porta-contêineres e dois graneleiros. Esse foi o segundo porta-contêiner lançado. Esse lançamento mostra, mais uma vez, a capacidade de execução da Log-In, uma vez que há muito tempo não se construía navios cargueiros no Brasil desse porte. Para nós, é um marco muito importante porque consolida o nosso plano de crescimento na cabotagem brasileira, uma vez que cumprindo o cronograma e os navios sendo lançados, vamos poder ampliar a nossa capacidade de transporte na cabotagem brasileira.

PortoGente - O que esperam de impacto no mercado com o lançamento dos navios?
Rômulo Otoni
- Se for considerar o nosso ponto de partida, a abertura de capital da companhia em junho de 2007; se for comparar nossa capacidade naquela época e a capacidade após a entrega dos cinco navios porta-contêineres, nossa capacidade vai ser ampliada em 300% e teremos três vezes mais capacidade até 2013. Inclusive, o volume vem crescendo à medida que nova capacidade é adicionada ao mercado de cabotagem brasileira. Soma-se a isso o crescimento estimado do Brasil esse ano e a demanda de empresas e indústrias de diversificarem o modal de transportes. O impacto é muito positivo, uma vez que se tem uma alternativa viável ao transporte rodoviário, uma alternativa financeiramente mais econômica, mais eficiente ambientalmente.

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