Expectativa é receber 10% de toda a carga que o país compra

O cenário favorável para as commodities agrícolas, a busca por mais produtividade e o aumento de área plantada são alguns dos fatores que estão impulsionando a demanda nacional por fertilizantes. Especialistas estimam um crescimento de 3,5% em 2020 frente a marca de 36,2 milhões de toneladas de 2019. As importações devem representar 80% do total. A VLI, companhia logística que integra ferrovias, terminais intermodais e portos, registra parte desse aumento no fluxo das operações do Terminal Integrador Portuário Luiz Antonio Mesquita (Tiplam), na Baixada Santista. A estimativa da empresa é contribuir com o recebimento de aproximadamente 10% dos fertilizantes importados que o Brasil vai receber este ano.

A empresa opera dois berços para o segmento, um dedicado a receber o produto importado pronto para mistura, outro apto para insumos utilizados na fabricação nacional de fertilizantes. O volume de importados cresceu 63% enquanto o fluxo de matérias-primas teve um salto de 10%. Esse desempenho reflete a comparação de janeiro até setembro deste ano com o mesmo período de 2019. “Temos um crescimento sustentável no setor em razão dos investimentos realizados ao longo dos últimos anos na ampliação e capacitação do nosso terminal. Alinhada a isso, a parceria com os clientes tem consolidado um fluxo estratégico para o abastecimento do mercado”, analisa Ricardo Lustosa, gerente-geral comercial Fertilizantes e Industrializados da VLI.

Atualmente, o terminal tem capacidade para cinco milhões de toneladas de fertilizantes e matérias-primas por ano. A operação da VLI no Tiplam reúne um amplo mix de itens utilizados pelo agronegócio brasileiro. Entre os fertilizantes importados estão os complexos de potássio, fósforo, nitrogênio (KCL, Map, ureia etc). O fluxo de insumos conta com enxofre, rocha fosfática, entre outros.

Conexão Vitória-Minas

Além dessa operação, a VLI atende outro fluxo de fertilizantes conectando o Espírito Santo e Minas Gerais pela Ferrovia Centro-Atlântica (FCA). As cargas desembarcam no Terminal de Produtos Diversos, no Complexão de Tubarão, e seguem de trem até o terminal de Araguari, no Triângulo Mineiro.

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