Especial | Portogente

Amir 3Portogente entrevistou o coordenador do Laboratório de Transporte e Logística (LabTrans), da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Amir Mattar Valente. Professor titular do Departamento de Engenharia Civil da UFSC, ele é o criador do LabTrans e coordenador desde 1998.

Ele fala dos projetos prioritários nas áreas de planejamento e operação de infraestrutura de transportes (rodoviário, ferroviário, aquaviário, aéreo e urbano) assim como das inovações tecnológicas que pesquisadores/as do LabTrans vem desenvolvendo para o avanço gerencial dos modais.

Portogente - Quais os projetos priorizados pelo LabTrans nos últimos dois anos?
Amir Mattar Valente - O LabTrans atua nas áreas de planejamento e operação de infraestrutura de transportes. Isto envolve transportes rodoviário, ferroviário, aquaviário, aéreo e urbano. Com este conjunto intermodal amplo, precisamos estar atentos a todos eles, afinal desenvolvemos conhecimento e tecnologia em todas estas frentes. Operamos simultaneamente com diferentes estudos e pesquisa, com sinergia permanente.

Em termos de parceria governamental, quais ações realizadas?
Temos parcerias com diversos órgãos públicos ligados à infraestrutura de transportes. Tais como Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), SNP [Secretaria Nacional de Portos, órgão ligado ao Ministério da Infraestrutura], Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), SAC [Secretaria de Aviação Civil], entre outros órgãos federais, estaduais e municipais. Somos chamados por eles para ajudar a encontrar soluções específicas que viram estudos e pesquisas que geram conhecimento para incrementar processos, tecnologias, otimizações de vários tipos. A partir disso uma interação entre nós e os técnicos dos próprios órgãos resulta em novos conhecimentos que se materializam em metodologias, softwares, análises. É uma reciprocidade muito boa para toda a sociedade.

E no âmbito da parceria público-privado, com quem o LabTrans vem atuando?
Temos várias parcerias nacionais e internacionais. Sempre relacionamentos em torno da geração de conhecimento e inovações. Por exemplo: um fornecedor de sensores usados nas pesquisas de pesagem em movimento em rodovias não é, para nós, apenas um fornecedor de equipamento, mas alguém que compartilha tecnologia que a gente absorve e aprimora.

Os projetos do laboratório sofreram algum tipo de impacto com os cortes de recursos às universidades?
Nossa relação é predominantemente com órgãos finalísticos que nos procuram para pesquisar soluções específicas. Isto proporciona um modelo de financiamento da pesquisa diferenciado e temos significativa demanda por parcerias.

Para 2020, quais são os projetos?
Foco permanente em novas tecnologias em todos os modais. Há muita coisa acontecendo. Um exemplo interessante é o uso de imagens para cadastros rodoviários e até avaliação de rodovias com sistemas decodificadores de imagens, restituidores de análises de pavimentos. Os sistemas de integrações de dados que estão em permanente evolução, como Hórus no setor aeroviário, o WebPortos no setor portuário, ou o Sior (Sistema Integrado de Operações Rodoviárias), que são sistema de apoio gerencial muito valiosos para os gestores.

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