Condutores de motos são líderes nas estatísticas de mortes no trânsito do Estado, que possui 9,1 milhões de motociclistas

Neste sábado, 27 de julho, é comemorado o Dia do Motociclista. O Estado de São Paulo possui 9,1 milhões de condutores aptos a dirigir motos. Mas os motociclistas permanecem em uma liderança que ninguém deseja estar: a estatística de maiores vítimas fatais no trânsito de SP.

O mapeamento do Infosiga SP, sistema de dados do Programa Respeito à Vida, mostra que os motociclistas correspondem a 35% das vítimas fatais do Estado no primeiro semestre deste ano. Foram registradas 913 fatalidades entre janeiro e junho, uma redução de 0,9% em comparação ao ano passado, com 921 casos. A maioria das vítimas é jovem, do sexo masculino e faixa etária de 18 a 24 anos.

Viralizou nas redes sociais nesta semana um vídeo de três homens empinando suas motos em uma rodovia de Campinas. Enquanto um filmava a ação, o outro foi atingido por um automóvel. As imagens da colisão impressionam pela força do impacto e também pelo resultado: o jovem atingido teve apenas ferimentos leves.

Em Santa Catarina, uma motociclista morreu após ser atingida por uma linha de pipa com cerol em uma rodovia. A vítima estava voltando para casa e teve seu pescoço cortado ao passar com sua moto. Os dois acidentes ocorreram no último sábado (20).

Visando um trânsito cada vez mais seguro e consciente, o Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo (Detran.SP) elaborou uma lista com dicas de segurança aos condutores dos veículos de duas rodas:

Capacete (SEMPRE) – Equipamento obrigatório para piloto e garupa. Minimiza as chances de ferimentos graves em um acidente. Deve estar devidamente fixado à cabeça, preso ao queixo por meio da cinta, sem folgas, e com a viseira totalmente abaixada. Na ausência dela, será necessário usar óculos protetor específico (não confunda com óculos com lentes corretivas ou de sol, ok?). É necessário ter o certificado pelo Inmetro e deve ser aposentado sempre que receber forte impacto ou estiver com a altura da espessura da espuma do forro interno diminuída, o que compromete a proteção.

Calçados e roupas resistentes – Por andar mais exposto, usar vestuário com tecido mais grosso protege melhor o motociclista. Deixe para trás chinelos ou sandálias. Há botas, jaquetas e calças específicas, com material mais resistente para evitar lesões. Existem também coletes refletivos para sobrepor às roupas comuns e tornar o motociclista mais visível na via, principalmente à noite. Não esqueça, uma das principais regras de segurança do trânsito é ver e ser visto. O uso de luvas nas mãos também é indicado.

Antena corta-pipa – Apesar de não ser um item obrigatório, é de extrema importância para a vida do motociclista, pois impede o contato direto da linha cortante da pipa com o pescoço do piloto. Todo cuidado é válido!

Manobras - O motociclista deve estar montado ou sentado, com as duas mãos no guidão e os pés sobre os pedais ou assoalho, no caso de motoneta, para pilotar. Esqueça manobras perigosas, como empinar a moto. Além de colocar todos em perigo, gera a suspensão do direito de dirigir. Não é permitido também descer da moto e empurrá-la com o motor ligado para fazer alguma manobra. Então, nada de conversões proibidas, invadindo faixas de pedestres ou ciclovias destinadas às bicicletas.

Deixe o celular de lado - O celular pode ser utilizado como GPS acoplado por meio de suporte no guidão da moto. Contudo, só pode ser manuseado quando o veículo estiver estacionado e com o motor desligado. Nada de colocar o celular dentro do capacete para atender ligação nem mesmo utilizar fones de ouvidos para ouvir músicas no deslocamento, pois isso eleva o risco de acidentes ao tirar a atenção do motorista da via e diminuir a audição. Não deve ser utilizado em movimento em nenhuma hipótese nem mesmo em breves paradas em semáforos ou pedágios.

Trafegar no corredor – A legislação federal de trânsito não proíbe a circulação de motos nos chamados corredores. Porém, o piloto precisa guardar distância segura lateral e frontal entre os demais veículos, considerando a velocidade e as condições do local, da circulação, do veículo e climáticas. Vale o alerta: o motociclista corre o risco de não ser visto pelos demais motoristas, principalmente se estiver entre veículos grandes, e se envolver em acidentes.

NUNCA ultrapasse à direita – Os motoristas de carros não esperam essa atitude e isso aumenta o risco de colisão. A ultrapassagem deve ser feita em locais permitidos pela sinalização e pela esquerda, exceto quando o veículo a ser ultrapassado estiver na faixa apropriada e sinalizando o propósito de entrar à esquerda.

Respeite os limites de velocidade – Regra fundamental pra um trânsito seguro. O condutor fica mais vulnerável no veículo de duas rodas e, em caso de acidente, projeta o corpo do piloto contra outro veículo ou o asfalto. O impacto é maior conforme aumenta a velocidades.

Viaje tranquilamente, faça check-up – Evite ter dor de cabeça por conta de falhas inesperadas. Confira sempre a calibragem e a aderência dos pneus, freios, buzinas, combustível, funcionamento do farol, entre outros itens importantes, e siga em paz.

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