Redes de distribuição instaladas de forma subterrânea existem desde o início do século XX, mas, de lá para cá, pouco se evoluiu. Atualmente, a quantidade de rede de distribuição subterrânea no País não ultrapassa os 2%, sendo reflexo da falta de um modelo regulatório específico que incentive investimentos em redes subterrâneas. Os programas mais recentes são originados por solicitações de clientes ou atrelados a raros programas municipais. Para se ter uma ideia, em cidades europeias, como Bruxelas, Londres e Amsterdã, em que a rede de distribuição é praticamente 100% subterrânea, o processo de enterramento nessas regiões foi iniciado nas décadas de 1960 e 1970.

Pini

É fato que enterrar os cabos exige um investimento maior do que demanda a rede aérea, no entanto, há que se pensar na relação custo/benefício e nas vantagens obtidas no curto, médio e longo prazos. “Países ou cidades se beneficiam com o aumento do turismo. A concessionária local e a prefeitura ganham com redução de manutenção na rede, diminuição de acidentes envolvendo pipas e roubo de cabos e outros equipamentos, além da estética e da segurança para toda a população”, avalia o diretor executivo da Baur do Brasil, o engenheiro eletricista Daniel Bento.

Vale mencionar ainda as implicações positivas sobre as recorrentes quedas de energia. Em qualquer cidade do país, basta cair uma chuva mais intensa ou aumentar a velocidade dos ventos para que a rede aérea comece a apresentar falhas. A queda de árvores sobre os fios contribui ainda mais para agravar o cenário. A falta de energia traz graves consequências para a população, especialmente para o comércio e para a indústria. “As redes subterrâneas apresentam melhor confiabilidade, uma vez que não estão sujeitas aos efeitos do clima. Esta confiabilidade resulta em conforto para as residências e competitividade para a indústria, tendo em vista que mesmo pequenas interrupções podem provocar grandes impactos na produção do setor industrial”, avalia Bento.

O enterramento das redes proporciona cidades mais bonitas, seguras e com infraestrutura mais confiável, ou seja, tudo para que tenhamos um país mais produtivo, com mais renda e segurança para todos. Com isso, ganha o turismo, tendo em vista que uma cidade sem fios é muito mais agradável de ser visitada e permite que se aprecie as paisagens com mais visibilidade e sem interferência do caos da distribuição aérea.

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