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De proporções habitacionais gigantescas, a Índia comporta mais de 1,3 bilhão de pessoas e isso coloca o lugar como o segundo mais habitado do planeta. Com isso, o país lida com problemas na distribuição de energia para parte da população, e a busca por fontes renováveis é um tema recorrente na sociedade indiana.

Não é de se espantar que a preocupação com as mudanças climáticas em todo o mundo impulsionaram ainda mais o país, considerado uma potência econômica tardia, nessa causa. “Agora, a próxima década é crucial em um ambiente em que haja desenvolvimento sustentável e estabilidade”, afirma Narendra Modi, primeiro-ministro indiano.

Acordo de Paris: redução de carbono e remodelação da eletricidade

Como parte do que foi prometido no Acordo de Paris (2015), a Índia tenta reduzir sua intensidade de emissões de carbono e trabalha para fabricar cerca de 40% de sua capacidade instalada de eletricidade até 2030 por meio de combustíveis não-fósseis.

Para atingir tais metas, seria preciso fabricar 100 gigawatts de energia solar, 60 gigawatts de energia eólica, 10 gigawatts de biomassa e 5 gigawatts de energia hidrelétrica de pequeno porte até 2022.

Para auxiliar o país a alcançar o objetivo, a Corporação Financeira Internacional (instituição membro do Grupo Banco Mundial) estuda investir cerca de US$ 6 bilhões até 2022 em vários programas de energia sustentável e renovável na Índia.

Projetos relacionados a transporte e iluminação

Em maio deste ano, aconteceu o Fórum de Energia de Viena, que reuniu líderes de governos, sociedade civil, organizações internacionais e setor privado. O evento tinha o objetivo de impulsionar a agenda de desenvolvimento energético.

No encontro em Viena, a Índia apresentou um ousado projeto para energias renováveis, veículos e iluminações. Além de aumentar a quantidade de energia eólica e solar no país, a Índia trocará mais de 700 milhões pontos de iluminação (doméstica e pública) por lâmpadas LED — que proporcionarão maior economia de energia.

Quanto aos veículos, o objetivo do país é ter todos os automóveis funcionando sob energia elétrica até 2030 — mas é importante ressaltar que é algo que ainda está em estudo.

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“Tudo transformou em 2015 com o Acordo de Paris sobre as alterações climáticas. Temos de dissociar o crescimento econômico dos impactos ambientais e deixar um mundo melhor para os que vêm depois de nós”, destaca Piyush Goyal, ministro da Energia da Índia.

Primeiro aeroporto com 100% de energia solar no mundo

Em 2015, o Aeroporto Internacional de Cochin, no sul da Índia, tornou-se o primeiro aeroporto do mundo a operar com 100% de energia solar, com a instalação de um projeto de energia solar de 12 megawatts — mais de 46.000 painéis solares aproveitam a luz do sol e a converte em energia.

De acordo com o Ministro da Aviação Civil do país, outros aeroportos na Índia também estão desenvolvendo projetos de energia solar — até 2020, 143 aeroportos instalarão o total combinado de 148 megawatts de energia solar.

Além de estar engajada em criar fontes renováveis de energia, a Índia é referência em tecnologia

Segundo um relatório divulgado em 2017 pela Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento, o país é o segundo que tem mais pessoas conectadas à internet no mundo (somente atrás da China). “Mais de 1 bilhão de aplicativos são baixados por indianos todos os meses”, afirma Karan Gambhir, diretor de desenvolvimento de negócios da Google Play Apps para o país. Muitos dos indianos não se desconectam do mundo online nem mesmo nas horas de descanso e lazer — é algo que está enraizado na sociedade local. Aditya Agarwal, um dos esportistas mais reconhecidos na Índia, além de ser formado em engenharia, adora assistir séries e filmes de ficção científica nos momentos de lazer. “Eu gosto de ler e assistir a todos os tipos de coisa na TV, mas principalmente filmes e séries de ficção científica”, diz Agarwal.

Este ano, por exemplo, a Samsung inaugurou na região metropolitana de Nova Déli a maior fábrica de aparelhos móveis do mundo. E em agosto o primeiro-ministro indiano anunciou que o país enviará uma missão tripulada ao espaço em 2022. Caso o projeto seja concretizado, a Índia será o quarto país no mundo a conseguir tal feito — Rússia, Estados Unidos e China já enviaram missões tripuladas ao espaço.

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Com a grande preocupação em criar alternativas de fontes renováveis em energia e grandes investimentos em recursos tecnológicos em outros setores, a Índia, apesar de seus problemas, parece estar na direção certa.

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