Com um forte deságio de 62,2% em relação ao preço inicial de R$ 312,00/MWh, atingindo um preço médio de venda de energia elétrica de R$ 118,07/MWh (equivalente a US$ 35,25/MWh), a fonte solar fotovoltaica surpreendeu positivamente no Leilão de Energia Nova, realizado no dia 4 último, pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), na capital paulista.

Foto: Agência Brasil

Segundo o presidente executivo da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), Rodrigo Sauaia, o resultado reitera o novo patamar de competitividade da fonte no País, observado pela primeira vez no Leilão de Energia Nova A-4, em 18 de dezembro de 2017. Na avaliação da entidade, o ganho de competitividade da fonte é fruto da redução de preços dos equipamentos, recuperação da moeda brasileira frente ao dólar e acirrada competição entre os empreendedores. Assim como observado no leilão de dezembro de 2017, a fonte solar fotovoltaica vendeu energia elétrica a preços inferiores aos praticados por CGHs, PCHs e termelétricas a biomassa.

"O leilão representa um passo estratégico na continuidade de investimentos na fonte solar fotovoltaica, em linha com o planejamento de expansão anunciado em 2017 para esta fonte renovável, competitiva, sustentável e de baixas emissões na matriz elétrica brasileira. O Brasil dá um sinal importante ao mercado nacional e internacional com a contratação de 29 novas usinas solares fotovoltaicas, totalizando 806,6 megawatts (MW) de potência a ser injetada na matriz, para as quais serão realizados novos investimentos privados de mais de R$ 4,7 bilhões até 2022", destaca Sauaia.

Com a nova faixa de preços da fonte solar fotovoltaica verificada nos leilões de 2017 e 2018, tornando-a uma das opções mais competitivas para novas contratações no país, a ABSOLAR solicitou ao Ministério de Minas e Energia (MME) e à Empresa de Pesquisa Energética (EPE) o aprimoramento do planejamento de contratação para a fonte, descrito no Plano Decenal de Expansão de Energia 2026 (PDE 2026).

Os projetos solares fotovoltaicos contratados pelo leilão do dia 4 estão localizados nas regiões Nordeste e Sudeste, nos estados do Ceará (390,0 MW), Piauí (179,9 MW), Minas Gerais (169,9 MW) e Pernambuco (66,9 MW).

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