A LLamasoft, líder global em soluções de otimização de supply chain, e a Movimenta Serviços Logísticos promoveram uma pesquisa exclusiva com embarcadores, operados logísticos e outros players de mercado a fim de desenhar um panorama da gestão no setor de transportes brasileiro. Dentre as principais conclusões, destacam-se a busca por maior eficiência, a adoção ainda tímida de sistemas de gestão para a melhoria da eficiência (e não apenas visibilidade e controle) e a dificuldade de adotar novas tecnologias e modais, em um ambiente em que a utilização do modal rodoviário é predominante.

Com 128 respondentes, a Pesquisa apontou que 60% das empresas utilizam o modal rodoviário em 80% ou mais de sua matriz de transportes. Para Paulo Nazario, Diretor de Sales & Business Development da LLamasoft Brasil, “não se discute a necessidade de investimentos em outros modais mais eficientes, mas ficou claro que investir na eficiência do modal rodoviário é também fundamental, dado a sua enorme presença e, por conseguinte, impacto nos custos das empresas”. Nesse sentido, os 57,6% dos respondentes consideram que o maior desafio nesta área é aumentar a produtividade dos veículos e equipamentos, seguindo da previsão de demanda. Como solução, o estudo sugere o aprimoramento dos planejamentos de transporte e das interfaces (alinhamento de informações entre o embarcador e o provedor logístico).

A fim de analisar a organização das empresas na área de Transportes, a pesquisa classificou a maturidade gerencial delas em 4 estágios, conforme a imagem abaixo. De forma geral, notou-se que 77% das empresas estão nos estágios mais avançados (3 e 4). O ponto comum é a migração para um modelo mais centralizado com um comando único como meio de capturar sinergia e visibilidade.

Essa mesma classificação foi utiliza em outras áreas, o que revelou, na área de planejamento, que 70% das empresas se encontram entre os estágios 3 e 4 em relação à previsão de demanda, 82% nos estágios 3 e 4 na otimização de rotas, 71% nos estágios 3 e 4 no dimensionamento de frota e 72% nos estágios 2 e 3 no mix de modalidades. “Identificamos que há um esforço na melhoria da previsão de demanda, mas é algo ainda em transição. Já a otimização de rotas e frotas está mais avançada, com as empresas buscando aprimorar suas soluções. A dificuldade maior está na multimodalidade que esbarra em questões de infraestrutura”, afirma Paulo Nazario.

Em termos de práticas operacionais, destaque para a adoção de Programação de Entregas e Monitoramento que se encontram em estágio mais maduro (78% e 75%, respectivamente, das empresas entre os estágios 3 e 4). Em transição, encontram-se as práticas de Central de Tráfego e Oferecimento (65% das empresas entre os estágios 3 e 4 e 65% entre 2 e 3). “Já há um reconhecimento geral do valor da informação, mas existe dificuldade ainda em obter alguns dados e utilizá-los de forma efetiva”, explica o diretor da LLamasoft.

Em relação à adoção de novas tecnologias, a pesquisa revelou o quadro abaixo. “Embora a tecnologia GPS já possua forte adoção na frota brasileira, com quase 70% dos respondentes declarando seu uso, sua aplicação é focada em monitoramento e gestão de risco e não em aumento de produtividade. Chama a atenção também a baixa adoção de tecnologia para gestão de transporte e aumento de produtividade e otimização de malha”, conclui Paulo Nazario.

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