Sábado, 04 Mai 2024

Stephan Romeder é diretor- administrativo da Magic Software Europe

Como as empresas podem obter apoio para projetos de Internet das Coisas (IoT), ao mesmo tempo em que derrubam os conceitos tradicionais de gerenciamento de TI não apropriados para o planejamento de projetos de IoT?

O primeiro mito a derrubar é que a Internet das Coisas (IoT) é nova. Na verdade, o conceito vem desde meados da década de 1980.

O conceito machine-to-machine (M2M), como é conhecido no mundo corporativo, definiu a base para IoT décadas atrás. A diferença é que agora todos os dispositivos conectados inteligentes também estão conectados a uma rede e podem se comunicar com vários sistemas de TI de back-end para monitoramento de uso das coisas, faturamento, etc., adicionando outra camada de complexidade.

Embora parte da tecnologia seja antiga e comprovada para melhorar consideravelmente a eficiência ao mesmo tempo em que melhora o serviço ao cliente, muitas novas aplicações podem ser disruptivas. Então, como o impacto pode ser grande, a melhor estratégia muitas vezes pode ser começar pequeno.

Portanto, esta é uma boa base para desmascarar muitos conceitos de gerenciamento de TI tradicionais que simplesmente não são apropriados para o planejamento de projetos IoT:

Mito 1: Começar a partir do topo
Iniciar um grande projeto estratégico de IoT começando com a alta gerência pode não ser a melhor estratégia. Algumas tecnologias ainda estão em fase experimental e pequenos projetos limitados diminuirão os riscos e irão interromper ou impactar menos operações do que projetos grandes, ambiciosos e complicados. Além disso, até que os benefícios do IoT sejam bem compreendidos, pode ser mais prudente ter apenas alguns patrocinadores internos envolvidos em vez de tentar educar, evangelizar e integrar a entrada de vários gestores de alto nível.

Mito 2: Focar no ROI
Nos estágios iniciais é difícil saber o impacto que o IoT terá em seu negócio e em toda a companhia. Uma prototipagem rápida pode ajudá-lo a descobrir. Nas fases experimentais, é importante pilotar rapidamente as ideias, experimentar coisas novas e aprender com falhas. Outras variáveis são difíceis de estimar, tais como quão válidos ou importantes serão os dados no futuro, de modo que pode ser difícil medir o ROI sem uma compreensão completa da vida útil do sistema de IoT.

Mito 3: Analisar os requisitos da rede nas etapas finais
Com a Internet das Coisas, tudo está conectado. Isso inclui não apenas os dispositivos conectados, mas também a infra-estrutura de TI que permite que os negócios usem os dados e insights do IoT. A capacidade de analisar, coletar, armazenar e compartilhar dados com facilidade e confiabilidade é essencial. Conectividade consistente é fundamental para que a solução IoT possa operar de forma eficaz, e isso requer ter a infra-estrutura de rede necessária para isso. Isso exige que os requisitos de rede sejam feitos mais cedo do que o habitual.

Mito 4: Trazer fornecedores após a definição do projeto
Fornecedores trazem a infra-estrutura, sensores e redes e a parceria com eles pode ajudar a acelerar a sua prova de conceito de IoT. Uma vez que muitos aspectos do IoT não podem ser testados ou comprovados em laboratórios, mas apenas com usuários reais e clientes externos, trazer fornecedores no início é importante para testar teorias, descobrir novas oportunidades e reduzir o risco de surpresas desagradáveis mais tarde.

Mito 5: Considerar o risco de segurança após a conclusão do projeto
IoT significa que mais dados estarão disponíveis em uma ampla rede, aumentando o risco de violações de dados, representando uma ameaça significativa para indivíduos e empresas. As limitações inerentes aos dispositivos de IoT impedem a instalação de agentes anti-malware, antivírus e de firewall. Por isso, os requisitos de segurança precisam ser identificados e considerados antecipadamente para manter os endpoints e as trocas de dados seguros.

A IoT oferece às empresas a oportunidade de oferecerem novas aplicações que proporcionem informações em tempo real que ajudam as empresas a capturar, compreender e utilizar mais eficazmente os dados de cada dispositivo, mas também requer uma nova mentalidade quando se trata de gestão de projetos, com a vontade de ser flexível, tentar coisas novas e aproveitar a experiência.

Algumas das melhores estratégias de gerenciamento de projetos para a IoT podem não ser consideradas como melhores práticas para projetos de TI tradicionais, mas inovações como a IoT exigem estratégias criativas de gerenciamento de projetos para ajudar a concretizar a oportunidade completa com um nível aceitável de risco.

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*Todo o conteúdo contido neste artigo é de responsabilidade de seu autor, não passa por filtros e não reflete necessariamente a posição editorial do Portogente.

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