Leo Monte* Diretor de Inovação e Marketing da Sinqia, líder em tecnologia para o mercado financeiro

Você provavelmente ouviu que 2020 foi o ano das fintechs e não é para menos. A pandemia acelerou os processos de transformação digital, mas mais do que isso, demos passos decisivos para um caminho sem volta na revolução financeira. A implantação do Pix, meio de pagamento eletrônico lançado em novembro deste ano pelo Banco Central, além do processo de implementação do Open Banking e do Sandbox, iniciativa regulatória para que instituições consigam testar projetos e soluções inovadoras, foram alguns dos exemplos de que o que nos espera em um futuro mais próximo que imaginamos.

Mas diante de tanta novidade e investimento, a pergunta que fica é: qual é o próximo passo? Quais são os movimentos que veremos no próximo ano nesse mercado, que, só em seus nove primeiros meses cresceu 34% no Brasil e atraiu US $939 milhões em aportes financeiros*? Com esse horizonte em mente, reuni algumas das principais tendências que acredito que irão nos trilhar em 2021. Vamos a elas:

Open Banking: Muito foi dito sobre o tema, mas eu acredito que este será o ano de nascimento do Open Banking e também da da portabilidade financeira no Brasil. Já vemos uma evolução com o PIX, com grandes volumes sendo transacionados no sistema, já ultrapassando o DOC e isso só reforça essa consolidação. Com o Open Banking, teremos uma livre transferência de informações entre as instituições financeiras que além de aumentar a competição nesse mercado, possibilitará uma infinidade de novos modelos de negócios com produtos muito mais elaborados e personalizáveis. O sistema ainda vai alavancar a portabilidade financeira, a portabilidade de dados, além de garantir possibilidades de modelos baseados em serviço, como é o caso do Bank as a Service.

Open Finance: Mais do que o sistema bancário aberto, o conceito do Open Finance abrange todo o sistema financeiro. Já com as iniciativas do Banco Central, teremos uma potencialização deste mercado, com a convergência de segmentos que hoje não se conversam, mas que, a partir do ano que vem, começam a integrar entre si. Muito pode ser criado com esse processo.

Open Innovation: A abertura do sistema financeiro também conversa com um outro conceito de inovação que começa a tomar forma no Brasil e que permite que novos produtos e modelos de negócios sejam criados para impulsionar o mercado. As empresas já perceberam que nem sempre é possível ou vantajoso criar dentro de sua própria casa e começam a firmar parcerias, seja com startups ou hubs de inovação para trazer novas possibilidades para seus negócios. No Brasil, isso foi visível em 2020 com R$12,3 bilhões investidos em startups apenas nos 9 primeiros meses de 2020. Vejo esse movimento ainda mais forte no próximo ano, com grandes instituições financeiras se aliando a fintechs para melhorar e trazer mais competitividade, com ganhos em todas as pontas.

Vejo um horizonte muito positivo e ainda mais transformador em 2021. A digitalização foi muito avançada por conta da pandemia e hoje temos um ambiente muito mais propício para essa evolução no sistema financeiro. Vamos colher os frutos do que viemos plantando nesses últimos anos.

*Dados do Distrito Hub

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