Celso Sato*

Por que as oportunidades profissionais não chegam aos jovens? Essa questão é tão perturbadora quanto verdadeira. Hoje, a área de TI no Brasil convive com cerca de 400 mil vagas abertas e sem profissionais qualificados para ocupá-las. Um triste cenário em um país com mais de 12 milhões de pessoas desempregadas, sendo o público jovem a parcela mais afetada dessa dura realidade.

Para quem convive com essa discrepância, está cada vez mais claro que inserir jovens para atender à essa demanda, é o caminho mais coerente e sustentável para diminuir esse "gap".

O jovem já nasce pronto para aceitar e conviver com a tecnologia. Ele só precisa de auxílio para entender que toda essa tecnologia disponível, é universal, é global e pode transformar suas perspectivas profissionais e pessoais.

Participar da formação desses profissionais é transferir conhecimento para que eles possam mudar a rota de suas vidas. A educação será o motor do Brasil e não há outro caminho mais eficaz para a retomada do crescimento do país.

Nessas buscas por participar da formação de jovens, o Instituto da Oportunidade Social (IOS), uma instituição ligada à TOTVS, nos apresentou um formato muito consistente que combina a qualificação de jovens com a inserção no primeiro emprego.

Além da formação técnica, o IOS busca colocar esses jovens no mercado de trabalho, algo que aumenta a renda de suas famílias em 43%.

Esses ingredientes são visíveis nos jovens que chegam até nós pelas mãos do IOS. São movidos por uma nova visão de futuro, de oportunidade, que antes suas realidades não alcançavam.

A maior qualidade que trazem é a "atitude do querer". Eles têm vontade, empenho, e de verdade, esperamos deles muito mais "o querer" do que o "saber".

Nossa relação com o IOS já soma bons anos e a experiência de trazer esses jovens "cheios de querer" para as empresas onde trabalhamos, nos faz agentes de uma transformação social e que começa na educação.

Se cada CEO, executivo de TI, encarar o tema como parte da estratégia de crescimento dessa área, teremos cada vez mais profissionais de qualidade, que refletem valores inegociáveis, como ética, empreendedorismo, ensinar e aprender.

Celso Sato
* CEO da Accestage

 

 

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