José Francisco Paccillo, presidente da Associação dos Acionistas Minoritários da Companhia Docas do Estado de São Paulo

Desde outubro de 2018, quando diretores e superintendente Jurídico da Codesp foram presos pela Polícia Federal e demitidos, a Autoridade Portuária do mais importante porto do Hemisfério Sul permanece praticamente acéfala. O arranjo para disfarçar o desfalque talvez não garanta sequer quórum estatutário para fazer uma reunião da diretoria executiva (Direx). Autoridade portuária responsável pela infraestrutura, ficar à mercê de terceiros que se auto intitulam presidente e diretores, ficar acéfala, acolhendo passivamente a intromissão de terceiros é sem sentido, e leva a concluir que o ranço político insiste em prevalecer.

Um Brasil que precisa reverter sua economia, gerar trabalho e desenvolvimento não pode admitir esta situação, tampouco que da mesma se procure tirar proveito. Essa situação atinge trabalhadores, empresas, importadores e exportadores, produtores, transportadores, toda a sociedade. O comércio marítimo cresce à taxa muito maior do que o PIB. Portanto, a produtividade do porto é energia nobre do crescimento econômico. É urgente um basta a esse descaso com o Porto de Santos.

Neste Porto foram escritos capítulos fortes e gloriosos da história do Brasil. Por ele passou a força que construiu São Paulo, o mais rico estado do País. E foi além. Com certeza, as forças vivas do complexo portuário de Santos e da sua zona de influência não irão se omitir, e sairão mais uma vez, em defesa da pujante porta para o comércio pelos mares do Planeta.

Não deve prevalecer no Porto de Santos, o obscurantismo do fechamento da companhia com ousadas e políticas medidas, dentre muitas a exclusão dos acionistas minoritários do setor privado. Procurando cada vez mais afastar a participação.

Cabe sim ao governo Bolsonaro, e a ninguém mais, com o compromisso que possui com o Brasil, e esperam seus eleitores, indicar ante a qualidade de acionista majoritário o presidente e diretores, competentes com currículo e expertise, para colocar ordem, se preciso for unida, neste porto, que há muito está precisando. Chega de marola.

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