O acordo entre a Vale e a Nippon Steel prevê a realização de estudos para compra de 700 mil toneladas adicionais por ano de pelotas de minério de ferro da Vale, além de assuntos relacionados a ferro-ligas e logística. Assinado pelos presidentes da Vale, Roger Agnelli, e da Nippon Steel, Akio Mimura, em Tóquio, o acordo não fornece detalhes sobre as possíveis localizações para a instalação dos projetos nem sobre os custos e os cronogramas.

Hoje, a Nippon Steel tem contrato que estabelece a compra de 2 milhões de pelotas de minério de ferro por ano de 2004 a 2008 da Nibrasco, joint venture brasileira formada pela Vale, Nippon Steel e por outras empresas japonesas. A Nippon também compra 9 milhões de toneladas de minério de ferro por ano da Vale, além de mais 2 milhões de toneladas da Minerações Brasileiras Reunidas SA, a maioria de cujo capital é controlada pela Vale. As duas companhias têm acordo que prevê a compra pela Nippon de 70 milhões de toneladas de minério de ferro de 2005 a 2015, conforme contrato assinado em 2004.

“Ambas as partes realizarão regularmente as avaliações adequadas a respeito de quaisquer projetos pretendidos”, segundo o comunicado conjunto das duas empresas, divulgado pela Nippon Steel. A Vale, por sua vez, divulgou nota em que diz que “esta aliança contribui para fortalecer o relacionamento de 51 anos de sucesso entre a CVRD e a Nippon Steel”. Além dos contratos de fornecimento de matéria-prima, as companhias estão juntas em acordo firmado, em novembro, pelos novos acionistas controladores da Usiminas, que tem como um dos objetivos a cooperação para um possível investimento em nova usina siderúrgica da Usiminas de 5 milhões de toneladas de placas de aço anuais.

Apesar das estratégias de cooperação, as duas empresas estão em lados opostos na mesa de negociações sobre os preços do minério de ferro. Estes vêm subindo há quatro anos consecutivos e, este ano, avançaram 19%, alcançando seu recorde, após a China ter quase dobrado sua produção de aço.

Minas-Rio
Já a MMX negocia a participação de 30% da Sumitomo no projeto Minas-Rio, que consiste na produção de 26,6 milhões de toneladas de minério de ferro por ano a partir de 2010, além de 7 milhões de toneladas de pelotas. Além disso, há um porto em águas com cerca de 19 metros de profundidade, localizado em São João da Barra (RJ), com capacidade de estocar 2,6 milhões de toneladas e embarcar 10 mil toneladas de minério por hora. Também consta do projeto a construção de um mineroduto com 550 quilômetros de extensão e capacidade de transportar até 25 milhões de toneladas de minério anuais.

Segundo Rodolfo Landim, o investimento necessário para o projeto é de US$ 2 bilhões.

A MMX recentemente anunciou a parceria com a Cleveland Cliffs no Sistema Amapá. A mineradora norte-americana adquiriu 30% do projeto por US$ 133 milhões, com bônus de 39% sobre o valor de mercado.

Corumbá é atualmente o único que está em operação. Deverá fechar o ano com a produção de 760 mil toneladas de minério de ferro. Tem capacidade para alcançar 4,9 milhões de toneladas do metal por ano, além de 400 mil toneladas de ferro-gusa e 500 mil toneladas de semi-acabados. Atualmente a produção é totalmente exportada para o mercado norte-americano.

“O nosso alvo é a exportação”, diz Landim. Mas admite que, em 2007, possa vender 300 mil toneladas para o mercado interno, sem revelar maiores detalhes.

A MMX já começa a negociar a compra de equipamentos para o Sistema Minas-Rio, a concessão de cujas licenças ambientais está prevista para se dar no ano que vem.

“Esperamos fechar com os fornecedores até o final do ano. A tubulação para o mineroduto será encomendada até o início do ano que vem”, diz Landim.

Fonte: O Estado de S.Paulo - 19/12/06

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