Os estaleiros Mauá Jurong e Eisa ganharam uma concorrência para construir 10 petroleiros para a estatal venezuelana de petróleo PDVSA. As encomendas têm valor estimado em US$ 500 milhões e devem gerar 4 mil empregos em Niterói, região metropolitana do Rio.

Os acordos, anunciados ontem em Caracas, encerram uma novela que se desenrola desde março, quando circulou boato de que estaleiros brasileiros fariam 36 dos 42 navios do plano de renovação da frota da PDVSA. Em maio, a PDVSA anunciou que daria 18 encomendas aos chineses. Na semana passada, Chávez teria acertado com o governo brasileiro as encomendas aos estaleiros locais.

Em parceria com a venezuelana Diques y Astilleros Nacionales (Dianca), Eisa e Mauá construirão oito navios do tipo Panamax, com 70 mil toneladas cada, e duas embarcações de 47 mil toneladas cada. A parceria prevê transferência de tecnologia nacional para a Dianca e fornecedores de peças venezuelanos. As duas empresas brasileiras terão ainda de investir em instalações na Venezuela, permitindo que a indústria local se habilite a construir navios.

'Estamos quebrando um monopólio histórico da PDVSA, que só costumava dar encomendas aos espanhóis', comemorou o secretário de energia, indústria naval e petróleo do Estado do Rio, Wagner Victer.

Fonte: O Estado de S.Paulo - Nicola Pamplona - 14/12/06

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