O Parque Industrial da Restinga, finalmente, parece estar ganhando forma. Criado em 1994 para alavancar o desenvolvimento do bairro, o local demorou para sair do papel, devido as reclamações das empresas em relação às dificuldades logísticas. Agora um pequeno grupo de empresas começa a constituir o que pode se tornar um próspero pólo madeireiro na região.


São três marcenarias com não mais do que quatro funcionários cada. Estão lá há cerca de um ano e deverão dividir o terreno com mais quatro empresas do setor em 2007. Localizadas a alguns metros umas das outras, elas têm atuado em conjunto para atender grandes clientes e indicar, entre si, novas possibilidades de negócios. "Trabalhando juntos, conseguimos fazer entregas com mais agilidade e a menores custos", explica Ninon Cramer, diretor da Oficina Cor, uma das componentes do pólo. Pedir madeira e equipamentos para os fornecedores também se tornou mais barato, uma vez que os pedidos são feitos em quantidades maiores.


Os primeiros resultados dessa parceria já começam a aparecer. As empresas foram responsáveis pelo fornecimento das mesas e do material de decoração do restaurante australiano Outback, inaugurado no final do ano passado no shopping Iguatemi. Juntas, as empresas do Parque da Restinga conseguiram oferecer uma proposta 20% mais barata que as concorrentes. Outro importante negócio foi concluído em junho deste ano. O Pólo Petroquímico de Triunfo procurava empresas capazes de entregar um memorial em um prazo de 30 dias. As marcenarias uniram suas linhas de produção e se candidataram para fazer o serviço. Levaram o contrato para a Restinga. "Sozinhos, só conseguiríamos fazer o trabalho em pelo menos de dois meses, o que inviabilizaria o negócio", explica Cramer.


Para o secretário municipal da Indústria e Comércio, Idenir Cecchim, a formação de pequenos arranjos produtivos são alternativas importantes para contornar o problema da distância do Parque com os demais pólos industriais da região metropolitana. "As parcerias podem ajudar as pequenas empresas a se desenvolverem e também atrair novos investimentos para a Restinga." A Prefeitura vem apoianado a criação de pequenas cadeias para convencer as empresas a investirem - e permanecerem - na Restinga. Recentemente, uma recicladora de plástico ameaçou deixar o Parque devido à falta de oportunidades de negócios na região. A Smic agiu rápido e contatou uma outra companhia que compra o material e fabrica as garrafas pet para se instalar no local. As tratativas para o novo investimento estão em etapa avançada.

Fonte: Jornal do Comércio

 

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