A chegada da família real portuguesa, praticamente banida da Europa pelas tropas francesas de Napoleão Bonaparte, separou definitivamente o Brasil de Portugal. A nação brasileira deixava então de ser colônia. A abertura dos portos acabou com três séculos de exclusivismo comercial português, o que arruinou Portugal, que tinha o monopólio da navegação, e trouxe grandes benefícios para o Brasil. Este se viu, de uma hora para outra, inundado por produtos mais baratos e em maior diversidade. Por outro lado, as exportações, antes obrigadas a passar por Portugal, podiam ser diretamente enviadas aos países compradores, crescendo sua demanda devido à presença no Brasil de comerciantes estrangeiros. Todo o sistema de comércio mudou, favorecendo os negociantes locais, sobretudo os traficantes de escravos.

 

Após as fragatas da Royal Navy vieram as naus dos comerciantes ingleses, que se lançaram com avidez ao novo mercado. Impossíveis de serem comercializadas na Europa por causa do bloqueio promovido por Napoleão, as mercadorias inglesas acumulavam-se nos armazéns. Naquele momento de desespero, o Brasil apareceu como o escoadouro ideal desses estoques.

Parte da montanha de mercadorias que os ingleses trouxeram, encalhou e muitos comerciantes ficaram sem dinheiro até mesmo para retornar. Só os que tinham mais capital e aceitavam pagamento em produtos tropicais, que revendiam em outras partes conseguiram sobreviver. Uma vez estabelecidos, não tinham dificuldade para consolidar suas posições, pois os portugueses estavam fora do mercado.

Os comerciantes portugueses conheciam melhor o interior da Colônia e poderiam recuperar sua posição se reorganizassem a rede de clientes que haviam montado durante décadas de monopólio. Para conquistar a clientela tropical, os ingleses tinham de criar uma estrutura de distribuição, ou seja, obter gente capaz de espalhar pelo país os produtos importados e trazer até o porto a produção local, agora comprada por eles.

A dificuldade de se fazer isso em território extenso e desconhecido levou os atacadistas ingleses a se associarem aos traficantes, já donos de uma rede capaz de entregar escravos em quase todo o país. Com adaptações, ela passou a distribuir os produtos estrangeiros. Com isso, os ingleses se firmaram no mercado - e os traficantes ocuparam parte do espaço conquistado aos comerciantes estrangeiros.

 

Com a Revolução do Porto, em 1820, a burguesia portuguesa tentou fazer o Brasil retornar à situação de colônia. A partir de 1821, as Cortes Constituintes – o Parlamento Lusitano – obrigaram Dom João VI a jurar lealdade à Constituição por elas elaborada e a retornar imediatamente a Portugal. No Brasil ficou Dom Pedro, como regente, para conduzir a separação política, caso fosse inevitável.

 

O dinheiro ganho com a abertura dos portos financiou uma remodelação do Rio de Janeiro. Surgiram instituições como o Jardim Botânico, o Banco do Brasil, jornais, teatros, escolas de música e uma biblioteca. A vida social passou a atrair enriquecidos de toda a parte, ávidos por gastar a riqueza antes guardada. Os hábitos anteriores pareciam toscos e todos queriam mudar para melhor.

 

A separação política entre a colônia do Brasil e a metrópole portuguesa é declarada oficialmente no dia 7 de setembro de 1822. O processo de independência começa com o agravamento da crise do sistema colonial e se estende até a adoção da primeira Constituição Brasileira, em 1824. 
 
Fonte de Pesquisa:


Brasil 500 anos.

http://www.internetional.com.br/brasil/icone5.htm#icone5


Enciclopédia brasileira-História-História do Brasil

independenciadobrasil.htm

 

Terra-Almanaque-Independencia do Brasil

http://educaterra.terra.com.br/almanaque/7setembro/

 

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