A P-53, a primeira plataforma a ser integrada no Pólo Naval de Rio Grande, deixou o porto da cidade nesta quinta-feira. A estrutura desatracou às 6h40min e a saída do canal do porto ocorreu às 10h50min. A plataforma foi transportada por seis rebocadores portuários (quatro na popa e dois na proa), além de um rebocador oceânico (Maersk Helper).
Um rebocador portuário trabalhou como escoteiro (apoio) e outros três ficaram de prontidão para eventuais contingências. Em alto mar, dois rebocadores oceânicos vão conduzir a P-53 até o campo de Marlin Leste, onde a plataforma vai operar a partir do início de novembro. O tempo de transporte será de seis a nove dias.
Estratégica para a manutenção da auto-suficiência nacional, a P-53 terá capacidade para produzir 180 mil barris por dia (bpd) de petróleo e comprimir 6 milhões de metros cúbicos por dia de gás. A produção de óleo será escoada para terra através da plataforma de rebombeio autônoma PRA-1. Primeira plataforma a ser instalada no campo de Marlim Leste, na Bacia de Campos, a P-53 será ancorada a uma profundidade de 1.080 metros e instalada a 120 quilômetros da costa.
Construída a partir da conversão do navio português Setebello, ela será interligada a 21 poços (dos quais 13 produtores de petróleo e gás e oito injetores de água) e produzirá óleo do tipo pesado, de 20 graus API. O pico de produção da plataforma está previsto para o segundo semestre de 2009. Dos 6 milhões de metros cúbicos de gás que serão produzidos por dia, uma parte será destinada ao consumo interno da plataforma, como combustível para geração elétrica, e o restante será exportado à plataforma P-26, para ser incorporado à malha de gás da Bacia de Campos.
A P-53 está equipada com o sistema turret (torre receptora das linhas flexíveis de produção, injeção, oleoduto e gasoduto e das linhas de ancoragem), com 26 metros de diâmetro e capacidade para receber até 75 linhas flexíveis. A construção da nova plataforma, segmentada em módulos, foi contratada às empresas Keppel Shipyard, responsável pela conversão do casco e montagem do turret; SBM, que ficou encarregada do projeto e suprimento do turret; e Quip, responsável pelos módulos de separação de petróleo e tratamento de gás.