Em entrevista concedida à imprensa no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), na capital federal, local da sede do gabinete da equipe de transição de Jair Bolsonaro (PSL), o vice-presidente eleito, general Hamilton Mourão, rebateu as críticas feitas pelos opositores à chapa vencedora das eleições presidenciais devido a saída dos profissionais cubanos do programa Mais Médicos, criado pela ex-presidente Dilma Rousseff (PT). "Posso até ser leviano aqui, mas eu acho que metade não volta [para Cuba]. Acho que eles gostam do nosso estilo de vida", opinou Mourão.

O futuro vice-presidente ressaltou que a saída dos médicos cubanos ainda deverá demorar, pois envolve uma logística complicada. A maioria dos profissionais reside em pequenos municípios, distantes de aeroportos internacionais. O trajeto que terão de realizar, muitas das vezes, levará dias, por meio do transporte aquaviário. Na chegada dos cubanos, as Forças Armadas auxiliaram o transporte dos estrangeiros até vilas e aldeias distantes dos grandes centros populacionais.

Com a saída dos profissionais cubanos do programa Mais Médicos, cerca de 600 municípios brasileiros podem ficar sem nenhum médico da rede pública a partir do dia 25 de dezembro, segundo o Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems).

Na última sexta-feira, 16 de novembro, o ministro da Saúde, Gilberto Occhi, - que pertence ao quadro de ministros de Michel Temer (MDB) - disse que irá propor a Bolsonaro chamar médicos formados usando recursos do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) para substituir os cubanos.

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