O ministro dos Portos, Helder Barbalho, vem anunciando planos que objetivam eficiência e crescimento do sistema portuário, para o sucesso dos quais serão necessárias decisões e ações que produzam mudanças fundamentais. Trata-se de um projeto de difícil implantação, por conta principalmente das resistências burocráticas produzidas pela nova lei dos portos. Mas é preciso ser feito, sem sombra de dúvida, uma proposta auspiciosa.

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Com a globalização da economia, na qual pressões de entrega e de custos são fatores de oportunidades no mercado mundial, o desempenho dos portos precisa ser otimizado em bases globais, como alavanca para a competitividade holística do setor portuário. Hoje, na relação de 144 economias mais competitivas, segundo The Global Competitiveness Index 2014-2015, o Brasil ocupa o 57º lugar, e a qualidade da sua infraestrutura portuária está na 130ª posição.

Como o mundo ao nosso redor muda constantemente, principalmente com o aumento acelerado da exportação de mercadorias produzidas e o crescimento das cadeias produtivas, competitividade, produtividade e sustentabilidade são fatores primordiais para o País fazer parte das cada vez mais amplas e intricadas “cadeias internacionais de produção”. O nível dos serviços portuários interfere de forma substancial sobre o frete marítimo, visto que a maior ou menor velocidade das operações portuárias implicam no melhor ou pior aproveitamento da embarcação e, consequentemente, no nível do frete.

O ex-ministro da SEP, Pedro Brito, acertadamente definiu o Porto de Santos como o paradigma da modernização do sistema portuário brasileiro. Recentemente tomou posse a nova diretoria da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), constituída pioneiramente de cinco engenheiros, tendo na presidência José Alex Botelho de Oliva, entusiasmado para realizar uma mudança para o futuro. Isso tem sido demonstrado na sua preocupação de aumentar a profundidade com sustentabilidade o canal de acesso ao porto para 17 metros.

Ainda que se possa vislumbrar na mudança de diretoria uma melhora no conjunto, o processo político de indicação dos diretores causou um desalinhamento preocupante da administração e pode prejudicar os resultados planejados, com metas e objetivos definidos, como compromisso.

A diretoria de Relações com o Mercado e Comunidade é a razão do porto. Contudo, à frente dela está Francisco José Adriano, engenheiro do quadro de funcionários, todavia sem a mínima vivência na área. Ele sabe, evidentemente, das dificuldades a serem enfrentadas e muitas vezes insuperáveis por sua condição. Isso preocupa e não pouco. Resta a esperança de que, por pertencer ao quadro de carreira da empresa, Francisco possa montar uma equipe experiente, com capacidade analítica e conhecimento, e que faça acontecer. Assim, o Porto de Santos conduzido por uma diretoria bem alinhada pode conseguir um grau de atingimento de resultados surpreendente. É o que a comunidade portuária espera.

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*O Dia a Dia é a opinião do Portogente

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