Portogente tem conversado com especialistas do mundo portuário sobre qual modelo de dragagem mais apropriado aos portos brasileiros. O tema tem despertado atenção cada vez maior, fato comprovado nas duas audiências públicas realizadas pela Secretaria de Portos da Presidência da República (SEP), nos dias 2 de abril e 8 de maio último.

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O especialista Daniel Lúcio Oliveira de Souza, também colunista do nosso site, tem um modelo favorito que seria algo como é feito em grandes economias do mundo, como Estados Unidos, China e Austrália. “Nesses países é o Estado que gerencia tudo”, observa. No Brasil, prossegue o ex-presidente da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa), seria bem apropriado a Marinha do Brasil assumir o papel de monitorar o serviço de dragagem, “que tem estrutura e expertise para isso”. Ao mesmo tempo, defende que o trabalho deveria envolver, ainda, a Diretoria de Hidrografia e Navegação (DHN), que já atua na validação das batimetrias das dragagens privadas.

Souza se diz totalmente contra a criação de "ilhas" portuárias na questão da dragagem. E defende: “Prefiro tudo na mão da Marinha, que contrataria e fiscalizaria as operações realizadas por empresas privadas.” Para ele, a Marinha deveria ter também dragas próprias. Souza afirma que com US$ 50 milhões se compra, na China, duas belas dragas acima de 5.000m3, que a Marinha gerenciaria junto com a SEP.

O fato é que o assunto vem despertando grandes interesses nacionais e internacionais e Portogente continuará abrindo espaço para um profícuo debate, onde o interesse maior a prevalecer é o do desenvolvimento do País.

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*O Dia a Dia é o editorial do Portogente publicado de segunda a sábado e expressa fielmente a posição coletiva dos responsáveis pela redação do website