A americana First Solar é a maior fabricante mundial de módulos solares fotovoltaicos (FV). As suas unidades de produção estão situadas nos Estados Unidos e pelo mundo. Atualmente, ela está construindo na Califórnia a maior usina solar do Planeta, com capacidade para fornecer eletricidade para 160.000 residências.

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Ocupando uma área de 25 km2 - um terço da extensão de Manhattan - a Fazenda Solar Topaz é constituída de nove milhões de painéis solares (FV) e tem capacidade para gerar 550 megawatts. É o passo maior em direção ao objetivo do Estado da Califórnia de fornecer 33 por cento da energia para residências, com fontes renováveis. Aí mora a polêmica.

Estudo realizado pelo Instituto de Autossuficiência Local (Local Self-Reliance:ILSR), americano, aponta grupos de usinas solares que estão pressionando por normas que impedem o crescimento do uso de tetos solares caseiros. Por óbvio, alegam que este modelo de geração de energia solar "é uma ameaça muito real para esse futuro". Sob a ótica comunitária, este uso tem sido citado como uma grande oportunidade para acelerar a transição para a energia renovável, poupar dinheiro para a casa própria e criar dezenas de milhares de novos postos de trabalho. A guerra está em marcha.

Em junho de 2013, houve apoio público de grupo de usina solar à uma proposta da empresa de concessão energética estatal, para impor uma nova taxa sobre as moradias familiares com teto de energia solar . Variando de cerca de US$ 50 a US$ 100 por mês, a taxa proposta seria grande o suficiente para acabar de uma vez com a viabilidade econômica do uso doméstico de energia por teto solar, detendo a propagação do uso de tetos solares residenciais no Arizona.

Houve reação, quando o resto do setor de energia solar cerrou fileiras, juntou-se com grupos ambientais e de consumidores em oposição ao plano das usinas solar. Sabe-se que os efeitos,do poder das empresas sobre os indivíduos e grupos excluídos são diferentes dos efeitos sobre os,que fazem parte da sociedade em rede.
É possível e desejado que qualquer discussão realista sobre essa virada tem de partir do fato de que há uma nova ordem no mundo promovida pela tecnologia, que também fortalece as redes globais descentralizadas. Por isso, é fundamental debater a construção de um programa constituído de dois componentes essenciais: valores e regras operacionais que respeitem os direitos humanos com a ética da sustentabilidade.

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*O Dia a Dia é o editorial do Portogente publicado de segunda a sábado e expressa fielmente a posição coletiva dos responsáveis pela redação do website

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