Embora mantenha uma política de preservação e responsabilidade ambiental, a Petrobras vem se deparando com inúmeras manifestações - como a do Sindicato dos Petroleiros, que a classifica como indústria poluidora - contra suas atividades que estão colocando em risco alguns importantes ecossistemas no Brasil.
Fauna de Abrolhos em risco diante das atividades da Petrobras
Os impactos negativos da produção petroquímica da estatal no paraidsíaco arquipélago de Abrolhos, no litoral sul da Bahia, estão sendo muito criticados para ambientalistas, artistas e formadores de opinião. O Greenpeace propõe a moratória de exploração de gás e petróleo por 20 anos em uma zona de 93 mil quilômetros quadrados em Abrolhos.
Além disso, nomes como a oceanógrafa americana Sylvia Earle, acusam a Petrobras e demais empresas petroleiras pela degradação dos oceanos, colocando em risco a vida de centenas espécies.
Diante da expectativa de grande produção petroquímica com a exploração do pré-sal, esses alertas já deixam muita gente de cabelos em pé.
Em comunicado enviado ao Portogente, a Petrobras alega "desenvolver inúmeros projetos de mapeamento e monitoramento de ecossistemas no Brasil e nos demais países onde atua". No entanto, poucas dessas informações chegam ao conhecimento da sociedade. É preciso uma interlocução mais clara e ágil com o público e com os órgãos de fiscalização. É essencial a ação rápida e coordenada capaz de minimizar os riscos e os danos de tais impactos em uma atividade tão sujeita a graves acidentes ambientais.