Parece sem qualquer propósito a pesquisa realizada, a pedido do Ministério da Infraestrutura, pelas associações de servidores da Agência Nacional de Transportes Terrestres e da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), tendo como referência a unificação dessas duas agências. Seu resultado não tem significância ao que se presta.

Fusão Antaq ANTTFreepik.

Salta aos olhos que os números resultantes apontam visões divergentes e absurdas sobre o papel das agências reguladoras, sob o referencial terrestre e o referencial aquaviário; e orientados no sentido contrário ao enfrentamento consciente de questões controversas. O que está em jogo é a regulação do transporte no País. No entanto, perguntados sobre a fusão das agências, as respostas foram as seguintes: na ANTT, 46% dos votantes foram a favor e 31% contra; ma Antaq, 71% foram contra e 29% a favor da fusão. Por que essa tendência segmentária no tratamento de uma cadeia logística que, cada vez mais, se integra com as novas tecnologias?

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A pesquisa evidencia, ainda, o peso do interesse corporativo, que não está ameaçado. A proposta de unificação deve ser pautada com o espírito da eficiência. E mais: na direção da logística holística, da tecnologia, das redes sociais e colaborativas e da unitização. Caso contrário, vai permanece encrostada a cultura cartorial geradora de resistências e corrupção. Isto, sim, é prejudicial à competitividade da produção nacional e causa desemprego.

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Os números da votação dos funcionários da Antaq, confrontados ao desempenho dessa agência, evidenciam um embasamento inclinado para o lado contrário da questão central da pesquisa: o aprimoramento do modelo existente. O que se busca com a unificação das agências é uma evolução necessária da estrutura estatal brasileira. Isso não se verifica hoje com a Antaq se sobrepondo em muitos papéis pertinentes às Autoridades Portuárias, por exemplo.

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Com as agências terrestre a aquaviárias tratando diferentemente o mesmo, quem sai prejudicada é a conectividade operacional. Daí causar delongas, gerar custos e atrasar a entrega do produto. Somente com boa conectividade é possível praticar custos de transportes competitivos em comparação ao resto do mundo. Não é por acaso que ao se transfigurarem em corretoras de negócios já suscitaram operações da Polícia Federal. Elas deveriam apenas regular e fiscalizar a autonomia administrativa.

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